Jornalista realiza sonho ao adotar cão na quarentena e animal a ajuda a enfrentar depressão

Mariana
julho 1, 2020

Thais, seu marido e o novo membro da família: Benzinho (Foto: Arquivo Pessoal)

Os animais são companhias incríveis e Thais Pereira Araújo Jimenez, de 33 anos, sabia disso. O que ela não imaginava é que encontraria força para enfrentar uma depressão no convívio com um cachorro. Ao aproveitar a quarentena imposta pelo coronavírus para concretizar o sonho de adotar um animal, a jornalista e funcionária pública fez de Benzinho mais do que um simples cão, permitindo que ele se tornasse membro de sua família e provasse que a adoção salva vidas – não só a dos animais adotados, mas também de quem adota e é, dia após dia, transformado pelo amor que só um animal pode oferecer.

O apartamento em Itatiba, cidade do interior de São Paulo, virou um lar por completo com a chegada do filhote, que está recebendo amor e carinho e, em troca, tem curado Thais da depressão e da síndrome do pânico. Junto do marido, a jornalista não só decidiu aumentar a família, como fez questão de fazer isso dando um belo exemplo: salvando uma vida através da adoção.

Benzinho foi adotado após Thais encontrar o Abrigo Amigo nas redes sociais. Comandado por uma protetora de animais independente, o projeto deu uma chance não só ao filhote, mas a tantos outros animais resgatados do abandono e dos maus-tratos. Da cidade de Campinas, no interior de São Paulo, o Abrigo fez a ponte entre o passado de abandono de Benzinho e sua nova família, permitindo que ele vivesse o presente cercado de amor e tivesse a oportunidade de construir o futuro que sempre mereceu, longe do sofrimento.

E para contar um pouco de sua história de amor com Benzinho, como a própria jornalista se refere à adoção do cão, Thais concedeu entrevista exclusiva à ANDA. Confira abaixo na íntegra.

ANDA: Desde quando você cogitava adotar um cachorro e porque decidiu fazê-lo durante a quarentena?

Thais Pereira: Desde que me casei, há 3 anos, eu e meu marido sempre quisemos adotar um cãozinho. Como moramos em apartamento e trabalhamos o dia todo fora, esse sonho foi ficando distante diante dessa realidade. Mas, daí veio a pandemia e tudo isso mudou. As incertezas destes tempos estranhos me acentuaram o desejo de viver o presente e dar vazão a alguns sonhos. Foi então que ter um cachorro ser tornou um desejo real já que estamos trabalhando em casa desde março, com tempo de sobra pra cuidar, ensinar, aprender com esse serzinho que escolhemos. E que hoje se chama Benzinho.

ANDA: Como você chegou ao Abrigo Amigo e o que te levou a escolher o Benzinho?

Thais Pereira: Depois da decisão tomada de adotar um cãozinho, comecei a procurar abrigos na minha cidade e nas cidades próximas (Campinas e Jundiaí). Dentre os perfis que passei a seguir no Instagram estava o Abrigo Amigo, com postagens diárias de cãozinhos resgatados. Assim que vi a foto do Benzinho me apaixonei de cara. Era ele que queria pra minha vida! Passei um tempão preenchendo o formulário de adoção do Abrigo, em que tive que responder sobre praticamente todas as situações possíveis de acontecer na convivência com um cão (desde minha rotina diária até a possibilidade de mudança de imóvel, marca de ração que iria oferecer a ele…) – um questionário bem completo, que me fez perceber a seriedade do trabalho do Abrigo Amigo e o comprometimento deles com os cachorros abandonados. Nós e mais seis famílias requisitaram sua adoção, mas ele era pra ser nosso!!!

Benzinho, que antes se chamava Barthô, no dia em que foi adotado (Foto: Arquivo Pessoal)

ANDA: Como tem sido a experiência de adaptação do Benzinho ao novo lar? A quarentena tem ajudado nesse processo?

Thais Pereira: Faz cerca de 12 dias que o Benzinho está conosco. Estamos nos adaptando ao comportamento dele; e ele ao nosso. Tudo é novo pra todos nós. É o primeiro cachorro que temos. Com certeza este período de quarentena tem nos ajudado nesse processo. O nosso tempo está quase que praticamente voltado a ele. Como somos pais de “primeira viagem”, temos aproveitado pra ver vídeos sobre psicologia canina, comportamento animal etc… E estamos colocando todo esse aprendizado na prática. Em poucos dias, por exemplo, ele já entendeu o lugar certinho de fazer suas necessidades. Acho que sua evolução não seria tão rápida se estivéssemos trabalhando fora.

ANDA: A diferença que a companhia de um animal pode fazer na vida de uma pessoa, especialmente durante períodos difíceis como os que estão sendo vividos atualmente, é apontada por especialistas. Psicólogos têm falado sobre os animais serem aliados no combate à solidão na quarentena. A adoção do Benzinho promoveu mudanças na sua vida, especialmente sob o ponto de vista emocional?

Thais Pereira: Desde o ano passado, comecei a ter crises agudas de ansiedade. Elas se intensificaram e desencadearam crises de pânico e depressão quando a pandemia se espalhou no Brasil, no meio de março. Além da terapia, que eu já fazia, precisei recorrer à ajuda de uma psiquiatra para iniciar um tratamento com ansiolítico e calmante. Minha terapeuta indicou a companhia de um cãozinho pra me auxiliar nesse processo. Ela disse que cuidar de um outro ser tiraria o foco das minhas questões e fortaleceria meu emocional. E nesse pouco tempo em que o Benzinho chegou, já sinto mudanças reais em minha vida. Além de estar 100% concentrada no adestramento dele, estou há algumas noites conseguindo dormir sem calmantes.

ANDA: Além dos benefícios que a companhia de um animal proporciona ao tutor, a adoção é fundamental para o animal, que em muitos casos tem sua vida salva ao ser tirado de uma situação de risco. Como você se sente ao fazer parte disso?

Thais Pereira: Eu me sinto extremamente realizada em ter cruzado o caminho com o Benzinho. Poder proporcionar uma vida feliz, confortável e segura pra ele preenche a minha vida de significado. É uma ajuda mútua: ele tem me curado da depressão e do pânico e eu posso dar a ele um lar cheio de amor e carinho. Não tem como ser melhor que isto! É importante salientar aqui o papel fundamental dos abrigos e protetores de animais, que fazem um trabalho importantíssimo nessa história. O Abrigo Amigo, no nosso caso, foi nosso elo de amor.

O abandono ficou no passado e agora Benzinho vive uma vida confortável em seu novo lar (Foto: Arquivo Pessoal)

ANDA: Histórias de adoção frequentemente provam que os animais demonstram felicidade e gratidão por terem encontrado um lar. Você observa isso no Benzinho? Como ele passou a se comportar desde que foi levado para a sua casa?

Thais Pereira: Eu vejo o Benzinho muito feliz aqui conosco. Ele dorme bem, tem muita energia pra brincar e bastante apetite também. No entanto, ele traz consigo uma carência típica do animal abandonado. Ele quer estar sempre conosco, deita no nosso pé enquanto estamos cozinhando, reclama nossa atenção quando estamos no celular, entre outras coisas. Mas, nós já estabelecemos uma conexão forte de amor e segurança. Daqui em diante eu só vejo nossa relação se estreitar ainda mais.

ANDA: O que você diria para quem tem condições de adotar um animal e ainda não o fez?

Thais Pereira: Adoção é doação para ambas as partes – doação de tempo, de energia, mas também de amor e carinho. Adotar um animal é dar a ele uma segunda chance de ser feliz, de ter uma vida plena, tal qual ele merece e tal qual todos nós seres humanos merecemos. Tanto o adotante quanto o adotado só ganham nessa experiência.

Não compre por raça, adote por amor

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) é defensora árdua da adoção de animais. Levantando constantemente a bandeira da luta contra a objetificação de animais explorados para reprodução e venda, a agência acredita na construção de uma sociedade ética que não subjugue os animais ao reduzi-los a objetos passíveis de comercialização.

Reprodução/Instagram/@abrigoamigo

Em todo canto do Brasil há protetores de animais independentes e ONGs que trabalham de maneira voluntária e incansável para mostrar que o que importa é o amor, não a raça. Dentre essas iniciativas espalhadas pelo país está o Abrigo Amigo, por meio do qual moradores de Campinas e cidades próximas, até mesmo da capital paulista, podem conquistar o grande amor de suas vidas, levando para casa um animal que precisa de cuidado e carinho. Para mudar o destino de um cão ou gato, basta entrar em contato, através das redes sociais, com a protetora que fundou o projeto.


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