Homem desiste do suicídio e supera depressão graças ao amor de seu cachorro

Mariana
julho 1, 2020

MICHAL ZANIAT/ARQUIVO PESSOAL

Em um artigo denominado “Com meu cachorro, reescrevi minha história e a transformei em superação”, publicado no portal Metrópoles, Michal Zaniat contou um pouco do que viveu ao lado de Misiek, o cachorro que o salvou da depressão e do suicídio.

Zaniat conta que sempre amou os animais e a natureza por ter vivido parte da sua infância no campo. “Meus avós maternos e paternos são naturais de pequenas vilas onde passávamos nossos verões todos os anos, colhendo frutas frescas, degustando-as e preparando receitas familiares com o que vinha da terra”, escreveu.

“A vivência no campo definitivamente não me é estranha. Me divertia ao observar meu avô criando galinhas e porcos, além do cavalo, o Gniady, e uma vaca, seu animal favorito e motivo de piadas, pois todos diziam que a vaca lhe era mais familiar que nós. De todo jeito, são meus cães quem verdadeiramente me fazem amar todos os animais”, completou.

A história dele, porém, não é marcada apenas por bons momentos ao lado dos animais na fazenda, mas também pela depressão, que surgiu na adolescência.

“As lembranças dos verões em família terminam em algum lugar entre a sexta e a sétima série do ensino fundamental. E não é como se eu estivesse tentando negar algo ou fingir que não aconteceu. Simplesmente não me lembro de muita coisa. Não me recordo de pessoas, eventos ou lugares. Dessa época, só recordo perfeitamente do momento em que percebi que havia algo diferente em mim e que essa sensação me destruía completamente”, relatou.

Atualmente, Zaniat entende que o que viveu naquela época era um quadro depressivo. “Hoje, sei que provavelmente estava com depressão. Na época, porém, pensei que só precisava de um plano. Ele veio muito rapidamente e me pareceu extremamente simples. Fui bastante prático e, como em qualquer boa estratégia, defini as razões, os passos e o fim, que seria em algum lugar no final do ensino médio, antes dos exames finais”, disse.

O plano, segundo ele, o ajudou a sobreviver a esse período, marcado não pela falta de vontade de viver, mas pela certeza de que ele “não daria conta de lidar com isso”.

“Como todos os adolescentes, tive minhas dúvidas e hesitações. O fato de que tudo terminaria logo me deu coragem. Um elemento favorável foi a localização do apartamento onde morávamos, perto dos trilhos. Todos na minha cidade moram perto dos trilhos da ferrovia. Me parecia essa a melhor ideia, afinal, o impacto do trem seria mais efetivo e falhar era o que eu mais temia”, explicou.

Mas tudo mudou quando Misiek chegou. “Misiek era o cão mais maravilhoso do mundo, enorme, um pastor misturado, muito provavelmente, com um elefante. Ele era realmente ótimo e extremamente gentil. Nossos passeios noturnos começaram, sempre perto dos trilhos”, lembrou.

“Não consigo contar na minha cabeça quantas vezes saí de casa pensando que era a última vez e, sempre segurando a coleira do Misiek, pensava que esse pobrezinho não voltaria para casa sozinho, deixando, assim, meu plano para o dia seguinte, prometendo que sairia sozinho”, acrescentou.

O cachorro atrapalhava os planos do tutor, que foi se distanciando da ideia de suicídio graças ao amor que recebia do cão. Seja por ter vontade de fazer xixi ou qualquer outro motivo, Misiek acaba indo com Zaniat em suas caminhadas e, por isso, o pior não acontecia.

“Por causa dele, adiei por meses a conclusão do plano. Era quando eu me odiava mais. Eu odiava a minha covardia e eu mal conseguia executar um plano tão simples e bem construído. Enfim, não sei como passei nos estudos. Não sei como cheguei à universidade. Nada disso estava no plano. Alguns anos depois, morando em Poznań, liguei para minha mãe pedindo que prestasse atenção no Misiek”, afirmou.

“Nunca me esqueço desse dia, quando me bateu um mau pressentimento de que o cão precisava de uma atenção especial. Não sabia explicar, apenas sentia. Isso fez minha mãe pensar que eu estava bem louco. Três dias depois, fui visitar meus pais. Misiek se foi. Correu para os trilhos logo depois de eu ligar para minha mãe. Eu senti raiva. Era para ter sido eu”, lamentou, ao expressar a falta que o cão faz.

Ao final do artigo, Zaniat deixa um conselho: “Sei que muitos de vocês agora têm filhos pequenos ou adolescentes. Diga a eles que você os ama, diga a eles como eles são importantes e que não existe nada que vocês não possam superar juntos”.


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