Rússia

Zoos que exploram animais através da interação humana fecham durante pandemia

Tratados como objetos de entretenimento, animais são expostos ao público em pequenos zoológicos russos. Os visitantes podem fazer carinho neles e alimentá-los. Essa prática, no entanto, foi interrompida temporariamente pela quarentena de combate ao coronavírus

Reprodução/TV Brics/G1
Reprodução/TV Brics/G1

Pequenos zoológicos que funcionam como uma espécie de mini-fazenda estão com as portas fechadas na Rússia por conta da quarentena de combate ao coronavírus. Nesses locais, animais são explorados através da interação humana.

Nas mini-fazendas, é permitido que os visitantes tenham contato direto com os animais. Tratados como objetos de entretenimento, eles são expostos ao público, que pode fazer carinho neles e alimentá-los.

No entanto, desde o dia 28 de março, parte da exploração foi interrompida, de maneira forçada, pela pandemia. A interrupção, no entanto, se deu apenas em partes, já que enquanto os animais estiverem aprisionados em zoológicos, existirá exploração, mesmo sem visitantes.

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Cuidadores dos animais chegaram a afirma à TV Brics que há animal que esteja estranhando o silêncio e a falta de movimentação no local. Isso, no entanto, revela mais uma cruel faceta da exploração animal: impedidos de viver em seu habitat e forçados a lidar com o estresse gerado pela presença humana e os barulhos causados pelos visitantes, os animais muitas vezes, como forma de defesa, acostumam-se àquela realidade.

Estarem acostumados com as visitas, porém, não torna essa situação correta e saudável, tampouco ética. Pelo contrário, faz dela ainda mais desumana. Como se não bastasse aprisionar seres vivos em jaulas, expô-los ao público para gerar dinheiro e entretenimento, os humanos repetem essas ações inúmeras vezes, a ponto de fazer um animal se acostumar com o que é ruim e antinatural para ele.

Lugar de animal silvestre é na natureza. No caso daqueles que não têm condições de retornar ao habitat por terem sofrido alguma grave consequência da interferência humana sobre suas vidas, santuários são os locais para onde devem ser levados, com alimentação e recintos adequados, nula ou baixa visitação (alguns santuários permitem visitas guiadas, com pequenos grupos, para arrecadar fundos), ambiente silencioso e que imite, dentro das possibilidades, o habitat, oferecendo ao animal tudo que ele precisa sem explorá-lo para entretenimento.

Essa realidade, entretanto, ainda está longe de dominar todo o cenário mundial. Embora existam muitos santuários que ofereçam vida digna aos animais, zoológicos e aquários ainda os aprisionam em jaulas e tanques, pequenos e inadequados, para lucrar e entreter humanos. E isso não é diferente na Rússia, onde alguns desses pequenos zoos já estão pedindo as autoridades liberação para reabrir.


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