Itália

ONGs lutam pela vida de urso condenado à morte após morder humanos

Regulamentos especistas do Instituto Nacional de Proteção Ambiental e Pesquisa da Itália exigem o assassinato de ursos que mordem humanos

Pixabay/Imagem Ilustrativa
Pixabay/Imagem Ilustrativa

Um urso foi condenado à morte na Itália por agir segundo seus próprios instintos e se defender do que ele considerou uma ameaça presente em seu habitat: humanos. O que integra a natureza da espécie foi colocado contra ela para ceifar uma vida. Grupos de proteção animal pedem que o governo não prossiga com tamanha crueldade.

A decisão de assassinar o animal se deu após dois italianos acusarem o urso de mordê-los. Fabio Misseroni, 59, e seu filho Christian Misseroni, 28, afirmaram que estavam caminhando na última segunda-feira (22) em uma trilha no Monte Peller, na região de Trentino, quando foram mordidos pelo animal, segundo entrevista concedida por Christian à CNN.

Seguindo regulamentos especistas do Instituto Nacional de Proteção Ambiental e Pesquisa da Itália, que exigem o assassinato de ursos que mordem humanos, o governador de Trentino, Maurizio Fugatti, determinou que o animal seja morto. Diante disso, autoridades passaram a tentar identificar o urso através do DNA retirado da saliva e do pelo deixados nas feridas das garras e mordidas nas roupas do pai e do filho. A combinação do DNA com os animais costuma ser feita no país através de câmeras de vigilância.

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A decisão do governo, porém, não é a mesma do ministro do Meio Ambiente e de grupos de defesa animal. O ministro escreveu uma carta se posicionando contra o assassinato do urso. Na opinião dele, o animal pode ser uma fêmea protegendo filhotes.

“Somente depois de coletar certas informações científicas sobre o animal envolvido no acidente com os dois cidadãos, poderemos avaliar soluções técnicas que, na minha opinião, não devem resultar na morte do animal”, escreveu Sergio Costa a Fugatti.

Os grupos de proteção animal Animalisti Italiani e o Fundo Mundial para a Natureza, por sua vez, pediram ao governador de Trentino que a ordem que determina a morte do urso, assinada por ele, seja suspensa e que o caso seja investigado para que se descubra se pai e filho não tomaram alguma atitude para provocar o urso – o que a dupla nega ter feito.

No último sábado (27), uma petição criada pelo Fundo Mundial para a Natureza coletou 15 mil assinaturas contrárias ao assassinato do urso.


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2 COMENTÁRIOS

  1. Espero uma intensa mobilização por parte das pessoas para que não executem esse urso, pois existem outras maneiras para se resolver esse conflito. Além do mais, quando caçadores ceifam a vida de um animal de maneira criminosa a impunidade é a regra.

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