Afeto

‘Nós te queremos bem’, diz padre à cadela adotada por ele após abandono

Um vídeo que registra o momento de carinho entre o padre e a cadela viralizou nas redes sociais

Reprodução/Facebook/Valter Girelli
Reprodução/Facebook/Valter Girelli

O padre Valter Girelli tem uma relação especial com os animais. Um deles é a cadela Fifi, adotada por ele após ser abandonada, no final do ano passado, em frente ao Santuário de Fátima, em Erechim, no Rio Grande do Sul.

Em um vídeo que viralizou nas redes sociais (veja abaixo), o padre aparece dando um sermão à cadela para ensinar-lhe boas maneiras. “Hoje a Fifi foi pro banho. Está em recuperação de um acidente de moto”, escreveu o padre ao publicar as imagens, que já somam 11 mil visualizações.

“Foi um momento de catequese para a Fifi. Como ela andou abusando, correndo atrás de um motociclista, eu tava dando uma catequese pra ela. Dando um sermãozinho para que ela fosse mais carinhosa, mais atenciosa, porque ela tem quase um ano mas se comporta como um filhote ainda, é como uma adolescente rebelde”, disse o padre, em entrevista ao G1.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO

O sacerdote relembrou o dia em que encontrou a cadela, abandonada em frente à igreja. “Ela apareceu aqui chorando, resmungando e acabamos adotando para socorrê-la, inicialmente. Todo mundo foi se afeiçoando, ela foi crescendo e sabe como é que é, quando a pessoa se apaixona por um animal, depois é muito difícil se desfazer”, disse. “Agora ela está registrada, em nome nosso, aqui do Seminário de Fátima de Erechim”, completou.

Fifi encantou também a proprietária do estabelecimento onde a cadela toma banho. “Ela é um doce, muito carinhosa. Tu conversa com ela e parece que ela entende”, afirmou Verenice Luisa Menegat.

É impossível alguém não gostar da cadela, exceto o gato Belo, que não se afeiçoou à Fifi por puro ciúmes. Companheiro do padre há quatro anos, o gato não desgruda de Valter nem mesmo na hora de dormir.

“O Belo é muito mimoso, ele é mais calmo, mais discreto, mas tem muito ciúmes. Quando eu saio com a Fifi pra passear ele já fica me marcando de cima, e quando eu volto, ele já vem onde eu estou pra fazer amizade comigo e pra querer dizer ‘olha, não esqueça que eu vim primeiro’. Mas eles não se dão bem, a convivência é possível, cada um tem o seu espaço”, explicou.

“Agora eu entendo São Francisco, eu, hoje, dialogo com a Fifi, dialogo com o Belo. É uma linguagem própria do amor, da amizade e da empatia. Qualquer gesto, qualquer olhar revela e transmite uma mensagem”, disse.

São Francisco de Assis é tido pelos católicos como padroeiro dos animais, o que acontece, segundo Valter, por conta da amizade que o santo tinha com esse seres tão especiais.

“A biografia de São Francisco nos diz que ele falava com os animais, que ele fazia pregações e que os animais vinham escutar”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui