Crimes ambientais

MPF acusa 2,2 mil pessoas e empresas por desmatamento na Amazônia

Nas ações, o MPF cobra mais de mais de R$ 3,7 bilhões em indenização aos desmatadores, além de exigir que eles reparem as áreas desmatadas

Foto: Paulo Whitaker/Reuters
Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O Ministério Público Federal (MPF) acusou, através de ações civis públicas, 2.262 pessoas e empresas por desmatamento na Amazônia. As acusações são referentes ao trabalho do órgão realizado apenas no mês de maio.

Sete estado brasileiros foram alvo do crime ambiental praticado pelos desmatadores, são eles: Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. Com 95,4 mil hectares de vegetação desmatados, o Mato Grosso foi o mais afetado pelas ações criminosas, segundo o MPF.

O Ministério Público Federal organiza, há três anos, ações contra suspeitos pela prática de crime ambiental na Amazônia. Para isso, o órgão montou uma força-tarefa que produz laudos a partir da análise de imagens de satélite e do cruzamento das informações com bancos de dados públicos.

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Nas ações de maio, o MPF cobra mais de mais de R$ 3,7 bilhões em indenização aos desmatadores, além de exigir que eles reparem as áreas desmatadas. Os valores estipulados, segundo o órgão, devem ser revertidos ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Sob governo Bolsonaro, Brasil bate recorde de desmatamento

Dados do MPF indicam que mais de 321 mil hectares de mata foram destruídos na Amazônia entre 2017 e 2019, inclusive dentro de Unidades de Conservação federais e de terras indígenas demarcadas. O desmatamento no Brasil aumentou consideravelmente desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência. O discurso desenvolvimentista em detrimento da natureza, defendido pelo político desde o período eleitoral, levou o país a bater recordes de destruição ambiental.

Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados em maio, revelaram que, durante o governo Bolsonaro, a Amazônia registrou o maior desmatamento dos últimos 10 anos. Esse aumento alarmante também é apontado por dois estudos. Um deles mostra que o país perdeu cerca de 12.000 km² de floresta no último ano e também revelou informações importantes por trás do desmatamento. A outra pesquisa sinalizou o aumento de 27% na destruição de florestas tropicais no leste do Brasil.


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