Destruição ambiental

JBS, Marfrig e Minerva compram bois de fazenda ligada ao desmatamento da Amazônia

Pelo menos seis mil bois explorados para consumo foram comprados pela JBS, 2 mil pela Minerva e 300 pela Marfrig

Bois dispersos pela floresta amazônica durante queimadas após desmatamento (Foto: Daniel Beltra/Greenpeace)
Bois dispersos pela floresta amazônica durante queimadas após desmatamento (Foto: Daniel Beltra/Greenpeace)boi

Matadouros brasileiros compraram milhares de bois de uma fazenda em Mato Grosso que tem relação com o desmatamento da Amazônia desde 2018.

A agência internacional de notícias Reuters divulgou, com base em um relatório elaborado pelo Greenpeace Brasil, que os bois explorados para consumo foram comprados pelas empresas JBS, Marfrig e Minerva.

Os bois foram comprados da fazenda Barra Mansa, em Mato Grosso, que recebeu ao menos 4 mil bois da fazenda Paredão, localizada em uma área desmatada ilegalmente em um parque estadual. As duas fazendas têm um mesmo proprietário.

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Pelo menos seis mil bois foram comprados pela JBS, 2 mil pela Minerva e 300 pela Marfrig entre janeiro de 2018 e julho de 2019. Todos advindos da fazenda Barra Mansa.

A prática de transferir animais de uma fazenda que está em situação ilegal por conta do desmatamento para outra que está regularizada sob o ponto de vista ambiental é conhecida como “lavagem de gado” e tem o objetivo de burlar os sistemas de monitoramento das empresas que compram os bois.

Apesar do monitoramento quanto à compra de animais criados em áreas desmatadas ter sido aperfeiçoado desde que o Greepeace passou, há 10 anos, a fazer denúncias, existem falhas.

Ao ser questionada, a Minerva confirmou ter comprado bois da fazenda Barra Mansa, mas disse que a Paredão está bloqueada em seu cadastro de fornecedores. Disse ainda que providências serão tomadas caso irregularidades sejam confirmadas.

A Marfrig enviou nota à Reuters afirmando não ter a fazenda Paredão em seu cadastro, mas disse que a Barra Mansa atende aos critérios de não desmatar, não estar embargada, não sobrepor unidades de conservação ou terras indígenas, e não submeter pessoas ao trabalho análogo à escravidão.

A JBS disse que a Paredão nunca foi sua fornecedora e que a Barra Mansa atende aos requisitos necessários para a compra.


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