Luz no fim do túnel

Dezenas de cães que seriam mortos no Festival de Yulin são salvos por ativistas

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Dezenas de cães que estavam sendo mantidos em pequenas gaiolas imundas e apertadas foram salvos por ativistas em defesa dos direitos animais. Eles seriam mortos para consumo durante o Festival de Yulin em um mercado de carne de cães em Nanning, capital da província de Guangxi, no sul da China.

A Ativista Du Yufeng, uma das principais ativistas em defesa dos animais da China, afirma que encontrou os cães aprisionados na seção de “aves vivas”. Ela disse que os animais ficavam em exposição para serem escolhidos pelos clientes. Os cachorros seriam mortos na hora e na frente do comprador.

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Ela conseguiu negociar com o comerciante e salvou cerca de 30 cães. Ela rapidamente acionou contatos e conseguiu alugar uma minivan para transportar os animais em segurança para um abrigo em Guangyuan. Eles receberão cuidados e serão encaminhados para lares temporário até serem adotados.

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Um inferno chamado Yulin

Apesar das novas normas que retiram cães e gatos da lista de animais para consumo na China, no último domingo (21) teve início o Festival de Yulin. Ativistas e organizações em defesa dos direitos animais realizaram inúmeros apelos pedindo às autoridades chinesas que o evento fosse cancelado devido à pandemia de Covid-19 e em respeito às novas normas que consideram cães e gatos como animais domésticos, mas dias antes do festival, comerciantes começaram a se reunir e a vender cães mortos e vivos.

O festival dura em média 10 dias e é realizado na cidade de Yulin, em Guangxi. Ao contrário do que muitos acreditam, o festival de carne de cachorro não é uma antiga tradição chinesa, ele foi realizado pela primeira vez em 2009. Estima-se que cerca de 10 a 15 mil cães sejam brutalmente mortos e consumidos anualmente. Ativistas em defesa dos direitos animais de todo o mundo, políticos e celebridades pedem a abolição do evento e o fim da tradição bárbara do consumo de cães e gatos no país.

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Ativistas fizeram uma investigação e filmaram a venda de animais vivos e mortos sendo realizada normalmente, sem nenhuma fiscalização. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China pede que a sociedade se conscientize sobre tradições retrógradas que já não fazem mais sentido na atualidade e enfatizou que cães e gatos são “companheiros” e precisam ter sua senciência reconhecida. No entanto, parece que apenas as cidades de Pequin, Shenzhen e Zhuhai anunciaram proibições do consumo.

Até o momento, autoridades chinesas não se manifestaram sobre o Festival de Yulin. Os métodos são terríveis, muitos cães são mortos por espancamento, eletrocussão ou são fervidos ainda vivos. A tradição chinesa acredita que quanto mais dor o animal sentir antes de morrer, mais saborosa e macia será a carne na hora do consumo.

Novos relatórios feitos pela Humane Society International (HSI) apontam que muitos comerciantes que antes atuavam em pontos espaçados, agora estão se reunindo em um grande mercado de Nanchao e estão optando por já vender a carne de cachorro preparada para evitar investigações de ativistas feitas em anos anteriores e driblar possíveis fiscalizações sanitárias.


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