Maus-tratos

Cão é resgatado após viver acorrentado e sozinho em terreno durante um ano

Além de viver preso e sofrer com a solidão, o cachorro não era alimentado corretamente e dependia da solidariedade das pessoas para não morrer de fome

Foto: Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Um cachorro da raça pit bull vivia há cerca de um ano acorrentado e solitário em um terreno no bairro Cidade Jardim, no município de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Após tanto sofrimento, o animal foi resgatado.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Repressão à Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat).

“Nós checamos o fato e percebemos que muitos vizinhos já estavam consternados com a situação. É um pit bull de três anos, acorrentado há mais de um ano, segundo moradores da região”, explicou ao G1 o delegado Maercio Barboza, titular da delegacia.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO

Após iniciar a investigação, a polícia descobriu que o cachorro é tutelado por um empresário de 68 anos e que a alimentação dele era precária, muitas vezes sendo alimentado por pessoas que se comoviam com seu sofrimento.

Depois de ser retirado do local, o cachorro foi levado para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e será disponibilizado para adoção.

“Ele prestou depoimento nessa quarta-feira (3) e confessou que não queria ter despesas com o animal e o deixava amarrado ali para cuidar dos terrenos. Só que, amarrado, ele não cuidava de nada na verdade. Era algo simbólico para ele para mostrar que ali tinha um dono”, finalizou o delegado.

O tutor do animal deve responder judicialmente pelo crime de maus-tratos a animais.

Nota da Redação: não existem “cachorros de guarda”. Animais devem ter o direito de viver suas vidas em paz, sem que seja colocada sobre eles a responsabilidade de zelar por um imóvel. Colocar um cachorro nesta condição, havendo ou não maus-tratos, é objetificá-lo e negar a ele o direito a uma vida digna, com uma família que o ama, o respeita e que jamais o colocaria na condição de “segurança” por considerá-lo um ser senciente. Para proteger imóveis, o proprietário deve recorrer à tecnologia, que é vasta, e até mesmo a serviços especializados. Isso porque, além de submeter o cão à exploração, ao obrigá-lo a proteger um bem, como uma casa, o tutor o coloca sob o risco de ser envenenado por criminosos, que podem tomar atitudes extremas para conseguir ter acesso ao local.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui