Exploração animal

Ativistas esperam que festival chinês de carne de cachorro realizado neste ano seja o último

Defensores dos animais esperam que leis que devem ser elaboradas pelo governo chinês coloquem fim ao comércio de animais selvagens e domésticos no país

(Johannes Eisele/AFP/Imagem Ilustrativa)
(Johannes Eisele/AFP/Imagem Ilustrativa)

Ativistas esperam que o festival chinês de carne de cachorro, iniciado nesta segunda-feira (22) na cidade de Yulin, seja o último. Realizado durante dez dias, o evento é responsável pela morte de cães condenados a extremo sofrimento.

O número de cachorros explorados para o festival deste ano, no entanto, diminuiu, segundo defensores dos direitos animais, que esperam que leis que devem ser elaboradas pelo governo chinês coloquem fim ao comércio de animais selvagens e domésticos no país.

“Espero que Yulin mude não apenas pelo bem dos animais, mas também pela saúde e segurança de seu povo”, disse Peter Li, especialista em políticas da China na Humane Society International, grupo de defesa animal, em entrevista à agência de notícias Reuters.

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“Permitir que grandes grupos comercializem e consumam carne de cachorro em mercados e restaurantes lotados em nome de um festival representa um risco significativo à saúde pública”, completou.

O discurso do ativista faz referência à relação entre o surgimento de doenças e a exploração animal. Isso porque, assim como já aconteceu no passado, o coronavírus, que atualmente se alastra pelo mundo, surgiu em um mercado de animais na cidade chinesa de Wuhan. Além disso, durante um segundo surto da doença registrado recentemente no país, encontrou-se o vírus em uma tábua usada para cortar salmão, o que revela uma nova possível relação entre o coronavírus e a exploração animal.

O vírus fez a China reavaliar sua relação com os animais e prometer proibir o comércio de animais selvagens em Wuhan. Em maio, a China também retirou os cachorros da lista de animais que podem ser criados, negociados e transportados para fins comerciais. A medida, que faz com que os cães deixem de ser considerados animais para consumo, foi executada durante atualização do Diretório de Recursos Genéticos Para Pecuária e Agricultura. Além disso, Shenzhen e Zhuhai, duas cidades chinesas, já proibiram o consumo de carne de cachorro e gato.


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