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Ativistas em defesa dos direitos animais revelam a localização de milhares de fazendas industriais

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Ativistas em defesa dos direitos animais publicaram no último domingo (31) um mapa interativo revelando a localização de mais de 27.500 fazendas e instalações de agropecuária, incluindo 5.812 identificadas apenas através de imagens de satélite, muitas das quais não aparecem nos registros públicos. Os usuários poderão indicar novos locais no mapa, conhecido como Project Counterglow (Projeto Contra-ataque), e anexar fotos e vídeos documentando a crueldade animal e violações sanitárias. A indústria da agropecuária passou décadas lutando para evitar a divulgação de informações sobre as instalações onde os animais são criados para se tornarem alimentos.

O mapa destina-se a oferecer uma rara visão panorâmica da magnitude da indústria, ao mesmo tempo em que fornece uma ferramenta de pesquisa para investigadores ativistas. Kecia Doolittle, líder da equipe criadora do mapa, é uma ativista dos direitos dos animais que participou de várias investigações de fazendas industriais. Imagens descobertas por Doolittle e outros ao longo dos anos revelaram condições como superlotação; animais feridos, doentes e mortos deixados em baias junto com os animais vivos; procedimentos dolorosos como remoção de cauda e castração sem anestesia; e abuso físico por parte dos agricultores, às vezes resultando em boicotes ou denúncias criminais.

Recentemente, ativistas da organização Direct Action Everywhere capturaram imagens de um assassinato em massa por um método angustiante chamado desligamento da ventilação. O fechamento de frigoríficos devido aos surtos de Covid-19 deixou os agricultores sem lugar para levar gado maduro; em resposta, eles exterminaram milhões de animais. Uma tática especialmente torturante envolve encurralar porcos em um celeiro, fechar as portas e janelas e desligar o sistema de ventilação. “Isso causa o aumento excessivo de temperatura e umidade devido à respiração e ao calor corporal dos animais e resulta em morte por hipertermia”, de acordo com diretrizes da Associação Americana de Veterinários de Suínos, que endossa esta técnica em “circunstâncias restritas”.

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Doolittle disse que, apesar de seu conhecimento sobre as práticas brutais da indústria, este método a pegou desprevenida. “Eu não acreditava que era real”, disse ela. Para Doolittle, o uso do desligamento de ventilação deve ser um chamado à tomada de atitude, e é necessário fazer mais que divulgar imagens. “Já há muitas fotos de porcos em situações ruins na internet”, disse ela. Ela espera que o mapa do Project Counterglow seja um lugar onde ativistas possam compartilhar informações e táticas, alimentando um movimento, em menor escala, de investigações de fazendas, realizadas como atos de desobediência civil.

“Para muitos defensores do bem-estar animal, a pandemia apenas destacou a necessidade de uma maior transparência em torno das empresas de produtos animais.”

Se um projeto semelhante na Austrália serve como indicativo, a reação contra os criadores do mapa pode ser significativa. O Project Counterglow começou como uma parceria com a organização Aussie Farms, cujo Mapa da Transparência Agropecuária foi lançado no ano passado para a indignação da indústria agropecuária. Sua publicação levou à aprovação de uma lei federal na Austrália que criminalizou o uso de sites ou de redes sociais para incitar invasões a fazendas.

O Project Counterglow está sendo lançado na esteira de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump que rotulou as plantas industriais de processamento de carne como “infraestrutura essencial” e ordenou ao Ministro da Agricultura que “tome todas as medidas apropriadas” para garantir que as empresas processadoras de carne e aves continuem suas operações, aparentemente em detrimento da saúde dos trabalhadores. A mudança veio após um intenso lobby de empresas de carne e agricultores, que agora estão pressionando por ajuda financeira para ajudá-los a “despovoar” rebanhos que cresceram muito.

Para muitos defensores do bem-estar animal, a pandemia apenas destacou a necessidade de uma maior transparência em torno das empresas de produtos animais. “Acho que é extremamente importante para a saúde pública, para a saúde da cadeia alimentar e para o clima que algum nível de responsabilização e transparência ocorram enquanto o governo federal está protegendo estas indústrias e desregulamentando este mercado”, disse Lauren Regan, advogada de longa data de ativistas dos direitos dos animais e diretora executiva do Civil Liberties Defense Center (Centro de Defesa das Liberdades Civis).

“Defender investigações não é atividade criminosa”, acrescentou. “Seja na indústria de combustíveis fósseis ou na indústria de produtos animal, quando os grandes produtores são ameaçados de perder lucros, eles levam a repressão ao nível máximo.”

Tão perigoso quanto parece

A indústria agropecuária tornou-se altamente consolidada nos últimos 50 anos. Cerca de 40% dos animais são criados hoje em operações concentradas de alimentação animal, conhecidas como CAFOs, unidades que, individualmente, abrigam pelo menos 1.000 bovinos de corte, 2.500 suínos pesando 55 quilos ou mais, ou 125.000 galinhas. No entanto, a pressão da indústria garantiu que o sistema regulatório não acompanhasse as mudanças. De acordo com a Environmental Protection Agency (Agência de Proteção Ambiental), aproximadamente 60% das CAFOs não possuem licenças ambientais — os operadores são obrigados apenas a obter uma licença de água limpa quando admitem que descarregam resíduos em águas regulamentadas pelo governo federal.

Em 2008, um relatório do Escritório de Responsabilidade Governamental observou que “nenhuma agência federal coleta dados precisos e consistentes sobre o número, tamanho e localização das CAFOs”. Como resultado, a EPA (Agência de Proteção Ambiental) “não tem as informações de que precisa para regular efetivamente essas operações”. Apesar de uma longa luta legal por parte de organizações ambientais e de tentativas por parte dos pesquisadores de mapear esta indústria secreta, pouco mudou desde então.

O Conselho de Defesa dos Recursos Naturais passou a maior parte da última década tentando saber exatamente o quanto a EPA sabia sobre as 17.000 CAFOs que a agência contou em 2012. A organização buscou os registros da EPA de locais de instalação, o número de animais que eles mantinham, o volume de resíduos que eles produziam e como eles descartavam esse resíduo. “A indústria reclamou e alegou que estávamos tentando obter informações pessoais sobre eles”, disse Valerie Baron, advogada da NRDC (Conselho de Defesa dos Recursos Naturais). “Eles falavam muito sobre o fato de que os indivíduos tendem a viver nas instalações das fazendas, o que não acontece em outras indústrias. Não precisamos saber onde as pessoas vivem – a questão são as instalações perigosas – onde elas estão e o que elas fazem com os vizinhos e os cursos d’água.”

O NRDC foi capaz de obter dados sobre 7.595 instalações, mas a EPA não poderia fornecer informações sobre quase 10.000 outras operações, além do fato de que elas existiam. Em 2018, antes de renunciar, diante de múltiplas investigações éticas, o chefe da EPA da era Trump, Scott Pruitt, dobrou o sigilo em torno das CAFOs, assinando um acordo com o agronegócio que limitava os dados agrícolas que o órgão ambiental poderia divulgar.

As consequências da falta de transparência para a saúde pública são significativas. Algumas das maiores CAFOs produzem mais lixo em um ano do que a cidade da Filadélfia. Um estudo da Universidade Duke descobriu que os residentes da Carolina do Norte que vivem perto de CAFOs de suínos apresentam taxas mais altas de mortalidade que pessoas em outras partes do estado, mesmo se considerados os fatores socioeconômicos.

As CAFOs também têm implicações quando se trata de COVID-19. Problemas respiratórios ligados à agropecuária industrial, como doenças pulmonares e asma, são fatores de risco para sintomas mais graves causados pelo coronavírus, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O fato de muitos pacientes COVID-19 estarem contraindo infecções bacterianas secundárias, torna ainda mais preocupante a presença de bactérias resistentes a antibióticos em comunidades de suinocultura, observou Baron.

“A falta de transparência é particularmente preocupante quando se trata de despovoamento generalizado.”

“Ao longo de toda a cadeia que é controlada por essas corporações, ficam expostos a riscos a vida das pessoas e os meios de subsistência. Pode ser o trabalhador de uma CAFO que está indo para a planta industrial todos os dias sem equipamento de proteção individual adequado e sendo exposto a esses danos; pode ser um trabalhador de matadouro que está em alto risco de contrair COVID-19 por falta de EPI, ou podem ser os inspetores do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) forçados a voltar ao trabalho antes que as instalações estejam devidamente protegidas”, disse Baron. As fábricas de empacotamento de carne têm sido a fonte de múltiplos surtos comunitários e, até agora, pelo menos 70 trabalhadores morreram.

Baron disse que a falta de transparência e regulação é particularmente preocupante quando se trata do despovoamento generalizado. Os restos de porcos são frequentemente descartados no local, às vezes enterrados ou queimados em poços gigantes. “Despejar muitos animais mortos, ou tentar eliminá-los em um campo, é tão perigoso quanto parece, especialmente quando as pessoas dependem de água vinda dos poços”, disse Baron. “Isso ainda acontece, e eu tenho grande preocupação de que o processo não seja tão transparente quanto deveria ser.”

Fazendas desaparecidas e dados incompletos

Se você olhasse do céu para as CAFOs de suínos, você veria celeiros longos e retangulares, uniformemente espaçados ao lado de lagoas quadradas de lixo, às vezes vermelhas, às vezes pretas. As fazendas de laticínios, por sua vez, podem ser reconhecidas pelo que parecem biscoitos Oreo abertos — pneus em cima de lonas brancas que cobrem os cochos das vacas.

A maioria dos dados do Project Counterglow veio de bancos de dados regulatórios estaduais de mineração, lista de endereços comerciais e informações coletadas por ativistas. Mas, além de coletar dados manualmente, a equipe também usou software de inteligência artificial para analisar imagens de satélite e buscar por possíveis CAFOs. A ferramenta, chamada Lucy, tornou-se particularmente desenvolvida para reconhecer CAFOs.

O uso de inteligência artificial pelo Project Counterglow foi inspirado por um artigo publicado na Nature Sustainability por dois acadêmicos de Stanford, que argumentaram que o profundo aprendizado automático (da máquina) poderia reduzir significativamente os custos de regulação das CAFOs. Eles estimaram que levaria dois dias para documentar integralmente todas as CAFOs no estado da Carolina do Norte usando IA (Inteligência Artificial), enquanto um especialista precisaria analisar o Google Maps em tempo integral por seis semanas para completar manualmente a mesma tarefa. Usando IA, os acadêmicos foram capazes de detectar 15% mais CAFOs de aves no estado do que o Environmental Working Group and Waterkeeper Alliance (Grupo de Trabalho Ambiental e Aliança Waterkeeper) havia identificado em trabalhos de mapeamento manual anteriores.

Da mesma forma, os ativistas que construíram o mapa do Project Counterglow, não encontraram registros ligados a muitas das instalações que encontraram utilizando a IA Lucy e, o que foi encontrado em registros públicos, por vezes parecia ocultar ainda mais as atividades de exploração animal. Para cada registro de localização, os criadores do Project Counterglow examinaram imagens de satélite para determinar se o local realmente desenvolvia atividades agropecuárias. Em inúmeros casos, os revisores não conseguiram identificar nenhuma atividade agropecuária perto dos endereços registrados, em vez disso, os registros remetiam a casas em áreas residenciais ou edifícios em parques de escritórios.

Em outros casos, disse Doolittle, várias fazendas contíguas pareciam estar ligadas ao mesmo proprietário, registradas em Sociedades Limitadas ou os nomes de membros da família de um fazendeiro. Tais arranjos permitem que os agricultores fujam das licenças ambientais, exigidas a partir de um certo número ou peso dos animais em cada fazenda. Os vigilantes rastrearam uma tendência ainda mais ampla na qual os proprietários da CAFO criam várias Sociedades Limitadas para proteger seus ativos de possíveis litígios.

“Eu acho que o movimento dos direitos animais se equivoca ao focar tanto no veganismo e na comida e não dar atenção suficiente às questões sistêmicas, porque essas são quase tão assombrosas”, disse Doolittle. “É absurdo o quanto é corrupto.”

O mapa feito pelos ativistas dos direitos animais é distinto dos projetos anteriores de transparência das CAFO, pois inclui na trama pontos de fazendas recém-identificadas e convida os usuários a adicionar conteúdo. Uma vez que Lucy encontra uma CAFO em potencial, um humano deve confirmar se a ferramenta estava certa ou errada, o que fortalece a capacidade de Lucy de fazer identificações precisas. Agora que o mapa está no ar, a tarefa de alimentá-lo com informações será desempenhada pelas pessoas. Para Doolittle, é fundamental dar às pessoas preocupadas com a exploração animal um meio de se envolver. “O objetivo para mim é que haja um ponto central organizado a partir do qual as pessoas possam tomar atitudes, com base no que estão encontrando”, disse ela.

Um efeito arrepiante

Ativistas realizam pesquisas extensas antes de iniciar as investigações em fazendas, procurando uma instalação ligada a uma empresa de destaque, a uma prática particularmente cruel, ou a um político difundindo políticas que sejam prejudiciais. “Você está tentando envergonhar alguém publicamente – alguém que importa”, disse Doolittle, ressaltando que o Project Counterglow não é anti-agropecuarista e o objetivo não é ir atrás da “fazenda de Fulano de Tal”, como ela disse.

O projeto destina-se a atuar como uma clareira para pesquisas e imagens coletadas no curso dessas investigações. Além do mapa, um site irmão chamado Papertrail (rastros documentais) servirá como uma espécie de Wikipédia para ativistas dos direitos dos animais, com entradas individuais sobre fazendas, tutoriais descrevendo as melhores práticas para a realização de investigações e informações sobre ameaças particulares à saúde relacionadas à agropecuária.

Doolittle vê o risco legal como uma parte inevitável de expor uma indústria poderosa e abusiva. Os moderadores do Project Counterglow monitorarão o site para encontrar informações mal publicadas por infiltrados da polícia ou do setor agropecuário, e os usuários poderão enviar material anonimamente através do serviço de transferência de arquivos criptografados da plataforma Mozilla. No entanto, ao publicar o mapa foi necessário renunciar à segurança perfeita para garantir a acessibilidade. “Há sempre a possibilidade de que eles possam te acusar alguma loucura terrorista dentro do AETA (Animal Enterprise Terrorism Act)”, disse Doolittle, referindo-se à Lei de terrorismo contra empresas de produtos animais.

Os EUA têm um longo histórico de ir atrás de ativistas por tirar fotos ou vídeos dentro de fazendas, ou postar online informações sobre ações de direitos dos animais. A Lei de Terrorismo contra empresas de produtos animais, uma lei federal que criminaliza a “interferência” nas atividades de entidades ligadas às empresas de produtos de origem animal, foi aprovada em resposta ao site Stop Huntingdon Animal Cruelty (SHAC – Parem com a crueldade animal em Huntingdon), que publicou informações sobre a pesquisa laboratorial da Huntingdon Life Sciences e organizou protestos direcionadas à liderança da empresa e seus investidores. Seis organizadores do SHAC cumpriram penas de prisão após serem acusados de encorajar e divulgar táticas radicais.

Uma disposição legal particularmente extrema que criminalizava as filmagens em instalações agrícolas foi deixada de fora da lei federal que foi aprovada, mas candidatos eleitos em mais de duas dúzias de estados aproveitaram esta ideia e introduziram as chamadas leis de mordaça.

Leis em Idaho, Utah, Kansas e Wyoming foram derrubadas como inconstitucionais. Em Iowa, logo depois que um juiz considerou inconstitucional a Lei da Mordaça no estado, o legislativo aprovou uma nova. Essa lei está atualmente suspensa por uma liminar, enquanto outro questionamento legal avança pelos tribunais. As leis de mordaça em Montana, Dakota do Norte, Missouri, Arkansas, Alabama e Carolina do Norte permanecem vigentes.

Regan afirma que as leis de mordaça e a AETA (Lei de terrorismo contra empresas de produtos animais) servem principalmente para desencorajar a dissidência. “A AETA tem sido usada principalmente para esfriar os ânimos dos ativistas em vez de processá-los”, disse ela. “Independentemente da repressão, o ativismo pelos direitos dos animais continuou inabalável e acho que continuará.”

“A AETA tem sido usada principalmente para esfriar os ânimos dos ativistas em vez de processá-los”

De fato, os esforços legislativos não conseguiram frear o crescimento de um movimento recente de confronto pelos direitos dos animais. A organização australiana Aussie Farms divulgou seu mapa em janeiro de 2019 e enfrentou controvérsias imediatamente. O projeto foi uma criação de Chris Delforce, o ativista por trás do filme “Dominion”, que apresentava imagens perturbadoras de dentro de instalações agropecuárias e que ajudava a inflamar ações de protesto disruptivas. Em resposta ao mapa, o primeiro-ministro Scott Morrison fez da aprovação da nova legislação anti-protesto uma promessa basilar em sua campanha à reeleição.

Ele cumpriu a promessa. Em setembro passado, para alegria da indústria agropecuária, foram aprovadas novas alterações ao código penal federal, tornando punível, com um ano de prisão, a utilização de sites para incitar a invasão de propriedades agropecuárias, ou com cinco anos de prisão se a página da internet incitasse danos materiais ou roubo. Dois meses depois, a Australian Charities and Not-for-Profits Commission (Comissão Australiana de Caridade e Entidades Sem Fins Lucrativos) revogou o status de instituição de caridade da Aussie Farms. O site, no entanto, permanece no ar.

E nos EUA, as leis de mordaça de Iowa não puderam impedir que ativistas obtivessem as imagens de desligamento da ventilação. As imagens revelam uma grande baia de porcos animados antes que o vapor obscureça a câmera e os animais comecem a gritar. Quando o vapor se dissipa, o que resta é uma baia cheia de corpos cinzentos — um retrato das consequências da agropecuária industrial não regulamentada.

“Há algum ponto em que agropecuária industrial terá ido longe demais? Essas imagens provam que não há”, disse Doolittle sobre a filmagem. Mas, ela acrescentou: “Espero que isso nos aproxime de algum tipo de momento crítico.”


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