Elefantes são torturados por domadores e têm seus espíritos destruídos

Bruna Araujo
June 26, 2020

Uma investigação feita pela World Animal Protection (WAP) revela os bastidores do treinamento de elefantes explorados para carregar turistas na Tailândia. Vídeos e imagens mostram verdadeiras sessões de tortura e uma prática conhecida como ‘the crush’, na qual elefantes são acorrentados e espetados em áreas sensíveis para que se tornem assustados, submissos e com temor de seus algozes.

Oito jovens elefantes podem ser vistos sendo separados de suas mães, amarrados a estruturas de madeiras e sendo espancados repetidamente, sempre acorrentados e oprimidos. Os animais selvagens são submetidos a traumas físicos e psicológicos e são agredidos com golpes cruéis, covardes e violentos. Os pequenos e vulneráveis elefantes ficam completamente aterrorizados.

Após sessões de tortura, os elefantes são acorrentados a árvores e, sozinhos, choram de dor e tristeza. Quando eles finalmente desabam, os algozes afirmam que o “treinamento” surtiu efeito e que as almas dos elefantes foram “esmagadas” e sua essência selvagem e natural “destruída”. Os elefantes considerados “dóceis” são ensinados a dançar e a passear com turistas.

Algumas atrações tailandesas também oferecem a oportunidade de alimentar e dar banho em elefantes. Esses animais também são alugados para eventos e explorados para pedir esmolas. Há também relatos de elefantes obrigados a levantar pessoas com a tromba e a fazer truques com arcos e bolas. É deprimente, doentio e essa exploração existe apenas por que é financiada pelo turismo.

A WAP afirma que divulgou as imagens para conscientizar a população mundial a não visitar locais que exploram animais selvagens. Com a flexibilização da quarentena devido à redução de casos de Covid-19, ativistas temem que os animais voltem a ser torturados e maltratados para entretenimento, principalmente na Tailândia e na Indonésia, onde há maior concentração de denúncias.

“Estamos pedindo à indústria de viagens que revise suas políticas de vida selvagem e pare de oferecer experiências de exploração aos seus clientes. Equitação de elefante e outras interações, como shows e banho, apoiam a crueldade animal aguda. Queremos expor o verdadeiro sofrimento dos elefantes por toda a vida, apenas para que os viajantes possam ter sua experiência de férias”, disse um porta-voz.

A WAP pede que autoridades aproveitem a pandemia para realizar a transição de empreendimentos que exploram animais, para alternativas de entretenimento sustentáveis que não inflijam nenhum sofrimento a seres indefesos e vulneráveis. A organização acredita que os turistas têm o poder de por fim a essas atividades e essa é uma oportunidade única de libertar esses animais.


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