‘Desolador’, diz tutor que tenta encontrar gata levada por catador de lixo


Arquivo Pessoal

Uma gata foi levada por um catador de lixo em Santos, no litoral de São Paulo, deixando seu tutor em completo desespero. Apegado ao animal, o advogado Enio Vasques Paccillo, de 38 anos, pede ajuda para trazer Nina de volta para casa.

“Eu não adotei essa gata, ela me adotou, é um amor incondicional. Não consigo acreditar que o ser humano pudesse fazer algo assim. Só quero ela de volta”, disse o advogado ao G1.

Nina desapareceu no último dia 11 de junho. Inicialmente, Enio pensou que ela estivesse na vizinhança, buscando abrigo por conta do frio. Morador do bairro Embaré, nas proximidades da Avenida Afonso Pena, o advogado contou que a gata “vive solta, vai na casa dos vizinhos, mas também passa o dia no meu escritório”.

Com o passar dos dias, o sumiço de Nina passou a preocupar Enio, que descobriu que a gata havia sido levada por um catador de lixo ao observar as câmeras de segurança do seu escritório de advocacia.

O homem recolheu material reciclável próximo à gata e, em seguida, colocou o animal dentro de uma caixa e fugiu.

“É um negócio desolador, desumano. Não acredito que alguém fosse capaz de fazer isso. Se ainda fosse uma criança que a pegasse, eu entenderia. Agora essa pessoa pegou a Nina à força, enfiou ela dentro de uma caixa e amarrou, é inaceitável. Só quero que essa pessoa se sensibilize e a devolva”, disse.

Arquivo Pessoal

“Todo mundo está preocupado, ajudando a procurar. Todos a conhecem, não tem uma pessoa que não goste dela”, contou Enio ao falar da mobilização gerada na vizinhança após o sumiço do animal.

Nina é uma grande companheira do advogado, que está sentindo a falta da gata, com a qual se preocupa. “Às vezes, fica no escritório comigo até tarde da noite, dormindo na minha mesa. Eu não adotei ela, ela que me adotou. Estou procurando, vou oferecer recompensa, mas o principal é ter ela de volta”, concluiu.

Acesso à rua

A rua é um local perigoso para cachorros e gatos. Criá-los dentro de casa – ou, no caso de Nina, dentro do escritório de advocacia – é essencial para protegê-los.

Casos de envenenamento de animais – especialmente gatos, odiados por muitas pessoas – são comuns. Nas ruas, atropelamentos também são frequentes. Os riscos, no entanto, são ainda maiores. Os animais podem contrair doenças, ser agredidos, brigar com outros animais, e até ser estuprados por pessoas mal intencionadas.

Reprodução/Portal Toca dos Gatinhos

Para protegê-los, é importante impedir o acesso à rua, fazendo-o apenas na companhia do tutor, usando guias e coleiras adequadas para cada espécie (caso usem peitorais destinados a cães, os gatos podem fugir facilmente). É necessário entender, porém, que há gatos que não se adaptam a esses passeios e criá-los apenas dentro de casa é o adequado neste caso.

Para manter cachorros dentro de suas casas, em segurança, muros altos e portões, aliados à atenção dos tutores ao entrar e sair do imóvel, costuma bastar. Com os gatos, porém, os cuidados precisam ser maiores. O correto é recorrer a telas e ganchos, que podem ser colocados em janelas ou quintais pelos próprios tutores, após compra dos itens em lojas de materiais para construção, ou por empresas especializadas. Com janelas ou quintais telados, os gatos não conseguirão fugir. Dentro de seus lares, viverão felizes e seguros – isso porque, ao contrário do que diz o senso comum, gatos são animais domésticos e, portanto, não precisam de liberdade para viver bem, como necessitam os silvestres.

Cercas feitas de PVC ou garrafas de plástico também são úteis para garantir a segurança dos gatos. Aprenda a fazê-las nos vídeos abaixo:


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