Relatório aponta riscos para plantas e animais do Canadá

Gabi Simionato
June 17, 2020

Pixabay

Existem poucos animais que são mais iconicamente canadenses do que o alce e o castor, e poucas plantas estão mais intimamente associadas ao país do que a folha de bordo. Enquanto essas espécies são consideradas parte da identidade ecológica do país, elas também podem ser encontradas em outros lugares.

Então é melhor que os canadenses façam o caribu perolado e a lampreia de Vancouver seus animais nacionais e coloque a braya pilosa na bandeira nacional. Um novo relatório identifica espécies exclusivas do Canadá – e alerta que muitos estão em risco.

Dois anos em produção, Ours to Save já identificou 308 espécies e subespécies que são apenas encontradas no território canadense.

Uma colaboração entre o Nature Conservancy do Canadá e o NatureServe Canadá, a intenção do relatório era documentar quais espécies são endêmicas no país. E os autores logo encontraram que muitas estão enfrentando uma ameaça à extinção.

“Nenhuma outra nação pode proteger esse grupo de espécies. Sua conservação depende apenas dos canadenses”, disse Dan Kraus, biólogo da Nature Conservancy do Canadá.

De acordo com o relatório, apenas 10% das espécies endêmicas do Canadá são consideradas “globalmente seguras” ou “aparentemente seguras”. Os autores também disseram que não conseguiram encontrar informações suficientes para avaliar completamente o status de quase um terço das espécies endêmicas do Canadá.

O Canadá, o segundo maior país do mundo, comprometeu-se anteriormente a reservar 17% de suas áreas terrestres e de água doce para proteção até o final do ano. Ao mesmo tempo, o país está cada vez mais vulnerável aos efeitos da crise climática: incêndios florestais, inundações e erosão – todos afetando a viabilidade de espécies endêmicas.

“Muitas das espécies endêmicas nacionais do Canadá têm faixas restritas, o que as tornam particularmente vulneráveis à perda de habitat, mudanças climáticas e espécies invasoras”, disse Patrick Henry, diretor executivo da NatureServe Canadá.

As delicadas pétalas brancas da rara e a braya pilosa são encontradas apenas ao longo de uma seção estreita da costa norte dos Territórios do Noroeste, uma área altamente ameaçada pela crise climática e pelo aumento do nível do mar.

A flor, conhecida há muito tempo pelas populações indígenas, foi coletada pela primeira vez pelos europeus durante a expedição de Franklin em 1826. Os diários da expedição foram usados para realocar essas flores silvestres – parte da família da mostarda – mais de 150 anos depois.

Outras, como uma planta de aster em New Brunswick, existem em alguns locais selecionados ao longo das margens e pântanos do Golfo de St Lawrence – e estão ameaçadas pelo desenvolvimento costeiro e pelo aumento do nível do mar.

Algumas, como as subespécies de “carlottae” do gaio de Steller, de cor escura, ressaltam o fato de que enquanto grande parte do país foi coberta por geleiras há 10 mil anos, outras partes permaneceram sem gelo, permitindo que as espécies prosperassem e se tornassem geneticamente distintas das contrapartes do interior.

Por causa da geografia única, a província da Colúmbia Britânica possui a maior concentração das espécies endêmicas, como a marmota da Ilha de Vancouver e o musaranho de água.

Regiões como o acidentado arquipélago de Haida Gwaii, na costa oeste da província, onde está a maior subespécie de gaio de Steller, também são apelidadas de “hotspot” pelo relatório por sua preponderância de espécies endêmicas, incluindo lesmas, musgos e besouros.

Enquanto a maioria das espécies no relatório são insetos e plantas, um número de mamíferos também são únicos no país – e são reflexos da degradação do habitat e da caça em excesso.

O bisonte de Wood, que vive no parque nacional de Wood Buffalo, foi exterminado nos EUA. E o “whooping crane” tem apenas populações selvagens de reprodução no Canadá, apesar dos esforços em outros lugares para reviver a espécie.

O lobo oriental, que cruza com lobos cinzentos maiores e coiotes orientais menores, já vagou pelo nordeste dos EUA, mas agora seus uivos são amplamente ouvidos apenas no parque Algonquin de Ontário.

“Proteger essas espécies é a prioridade do Canadá na luta contra a perda global de biodiversidade”, disse Kraus. “A consequência da nossa falha em conservar eles, é a extinção.”


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