Amor incondicional

Gato que dormia sobre barriga de grávida cuida de bebê após o nascimento

Inseparável, o gato não sai de perto do menino nem mesmo na hora de dormir

Panda é um gato muito especial. Apegado ao filho de sua tutora desde à gravidez, ele nunca saiu de perto do bebê. Acostumado a dormir em cima da barriga de Liel durante a gestação, ele passou a cuidar do seu novo melhor amigo após o nascimento.

O bebê, que mora no Canadá, ganhou um companheiro inseparável quando veio ao mundo. Decidido a cuidar do menino, o gato não sai de perto dele.

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Durante a gestação, o gato deitava sobre a barriga de Liel. Após dar a luz, a canadense passou a vivenciar momentos únicos ao colocar seu filho sobre o seu colo e ver o gato se aconchegar sobre os dois, deitando em cima do bebê.

Segundo ela, além de deitar sobre sua barriga, o gato a acompanhava o tempo todo durante a gravidez. Atualmente, até mesmo na hora de dormir, o animal está ao lado do menino.

Exemplo a ser seguido

A história é um exemplo para todas as mulheres grávidas. Isso porque muitas doam ou abandonam seus gatos, condenando-os a sofrimento por conta da desinformação acerca da toxoplasmose.

O veterinário-chefe do Vet Quality, Cauê Toscano, afirmou ao portal Diário Digital que o gato é o único hospedeiro que consegue eliminar a forma infectante da doença, pelas fezes. “Mas é uma fama que acabou por ser criada, infelizmente, que não corresponde à realidade”, disse.

O gato não é o grande vilão da doença, explicou o infectologista Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo e assessor médico do laboratório Fleury, porque não é o principal culpado pela disseminação.

Foto: Facebook / Liel Ainmar

“O ciclo do protozoário toxoplasma gondii tem que passar pelo gato, mas o animal carrega uma culpa maior do que merece. O que acontece na prática é que há mais probabilidades de contrair a doença bebendo água contaminada, comendo carne vermelha crua, salada e usando utensílios contaminados”, ressaltou.

Além disso, disse Toscano, o cisto da toxoplasmose só é libertado durante três semanas da infecção do gato. “Por conseguinte, teria que coincidir o gato contaminado com a doença no momento da gestação da mulher e, durante estas três semanas, ela ter algum problema de higiene que fizesse com que tivesse contacto com o protozoário. Passadas as três semanas, mesmo que o animal esteja infectado, ele não irá libertar o cisto”, disse.

O veterinário também explicou que o cisto, depois de eliminado, precisa de pelo menos 24 horas para se tornar infecioso. Por isso, uma pessoa que limpe a caixa de areia do gato todos os dias não permite que o prazo de evolução se complete.

O infectologista destacou ainda que o número de casos de toxoplasmose caiu expressivamente nos últimos 30 anos, diminuindo o risco de contágio.

“Os gatos em casa não apresentam perigo, basta tomar cuidado com a higiene e a alimentação”, defendeu Granato.


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