Crime ambiental

Navio que naufragou com 5 mil bois vivos deve ser retirado de rio no Pará

O naufrágio submeteu os bois a sofrimento físico, pela ingestão de grandes quantidades de água, e a tormento psicológico

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O navio Haidar, que naufragou com 5 mil bois vivos em sua dependência, deve ser retirado do Rio Pará. O anúncio do resgate da embarcação foi feito pela Prefeitura de Barcarena.

O naufrágio ficou marcado pelo sofrimento ao qual os bois, que morreram afogados, foram submetidos e expôs também os riscos da exportação de animais vivos. Confinados em pequenos espaços, animais são transportados aos milhares, em condição de extremo estresse. Cercados pelos próprios excrementos, sem ventilação adequada, muitas vezes agredidos por meio de picanas elétricas usadas para forçá-los a entrar na embarcação, esses animais sofrem por semanas dentro das embarcações. Os que não morrem em acidentes ou durante o percurso, por não suportarem os maus-tratos, perdem suas vidas ao chegar no país de destino.

Na última sexta-feira (12), o resgate do navio Haidar foi confirmado após reunião realizada entre representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Prefeitura de Barcarena. O objetivo é iniciar o procedimento em 1º de julho.

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Uma empresa foi contratada para realizar o serviço. A única questão que ainda está pendente é a emissão, por parte da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas), de uma licença ambiental necessária à operação.

Após a empresa contratada pelo DNIT apresentar o plano de controle ambiental para a flutuação do navio, o documento foi analisado pela Semas, que solicitou informações complementares sobre a segurança ambiental do serviço que será prestado.

Foto: Reprodução/TV Liberal

Morte lenta e dolorosa

Os 5 mil bois vivos transportados pelo navio Haidar, vítimas do paladar humano, morreram em 6 de outubro de 2015, quando a embarcação afundou no porto de Vila do Conde, em Barcarena. Impactos ambientais graves, comprovados em laudos, foram causados pelo acidente, que poderia ter sido evitado não fosse a sede por lucro de pecuaristas e o costume de consumir produtos de origem animal.

Muitos dos bois morreram presos à embarcação. A luta pela própria vida não resultou em nada além de desespero para esses animais, que foram condenados a uma morte cruel. Sem conseguir sair do navio, certamente foram expostos não só ao sofrimento físico, pela ingestão de grandes quantidades de água, mas também ao tormento psicológico.

Para combater a crueldade animal, além de proibir as exportações de animais vivos, é necessário que, individualmente, as pessoas mudem seus hábitos, deixando de consumir produtos de origem animal.


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