Centenas de gatos explorados para consumo são encontrados presos em gaiolas


Reprodução

Cerca de 700 gatos foram encontrados presos em gaiolas no quintal de um hotel em Linfen, província de Shanxi, no sudoeste da China. Amontoados em espaços reduzidos, os animais foram resgatados na última quinta-feira (11).

Após ser informada sobre a crueldade cometida contra os animais, a ativista Li esteve no local. Desesperados, os gatos miavam como se implorassem para serem ajudados. E a mulher atendeu ao pedido, retirando-os do local após pedir auxílio em rede social.

Li fez uma publicação na internet sobre o caso. Segundo o jornal britânico Daily Star, ela publicou um vídeo no qual suplica: “Olhe para esses gatos pobres. Eles estão esperando para serem servidos como comida na mesa. Ajude-os”.

Ao saber do caso, a ONG Linfen Small Animal Rescue compartilhou o vídeo no Weibo, rede social chinesa semelhante ao Twitter, e fez uma denúncia à polícia. A suspeita é de que os gatos tenham sido sequestrados ou traficados.

Um porta-voz da entidade afirmou ao jornal MailOnline que, num primeiro momento, cada gato foi colocado em uma gaiola, de maneira individual, para que não ficassem amontoados como antes. Eles também receberam água e comida e foram examinados por veterinários. Depois, os animais foram realocados em canis, sendo um para cada baia. Todos serão vacinados e tratados.

A exploração de cães e gatos para consumo foi proibida, até o momento, apenas nas cidades chinesas de Shenzhen e Zhuhai. No entanto, no final de maio a China retirou os cachorros da lista de animais que podem ser criados, negociados e transportados para fins comerciais. A medida, que faz com que os cães deixem de ser considerados animais para consumo, foi executada durante atualização do Diretório de Recursos Genéticos Para Pecuária e Agricultura.

No mês de abril, a China já tinha anunciado que cães não eram mais vistos como animais para consumo. O país decidiu passar a vê-los como animais domésticos, passíveis de viver na companhia humana, assim como ocorre no Brasil e em outros locais. A reclassificação, segundo o Ministério da Agricultura chinês, faz parte das medidas elaboradas em resposta à Covid-19.

Confira o vídeo dos gatos presos às gaiolas:

Nota da Redação: crueldades cometidas contra cães e gatos na China não justificam ataques xenófobos aos chineses. É importante ressaltar que existem ativistas veganos na China e que apenas uma parte da população ainda consome carne de cães e gatos. Brasileiros condenam milhares de animais, como bois, porcos e frangos, a sofrimento inimaginável por conta do hábito cruel de consumo existente no país, nem por isso são atacados – e nem devem ser. A mesma lógica deve ser aplicada aos chineses. Parte deles apenas escolheu explorar e matar animais diferentes daqueles explorados e mortos pelos brasileiros. Morte é sempre morte, não há diferença entre o que é feito na China e o que é realizado no Brasil. Devemos condenar o ato de matar animais e conscientizar as pessoas sobre a importância de respeitá-los, mas sem atacar um povo de maneira xenófoba. 


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