Crime

Sem água e comida, cães são encontrados acorrentados em canil clandestino

Além de estarem magros - e, alguns deles, esqueléticos -, os cachorros eram mantidos em local sem higiene e abrigo adequado

Foto: PM/Divulgação
Foto: PM/Divulgação

Oito cachorros foram encontrados presos em um canil clandestino, sem água e ração e repletos de pulgas e carrapatos, em Ministro Andreazza (RO). O caso foi descoberto após um morador realizar uma denúncia à polícia.

Sete fêmeas e um macho sofriam maus-tratos no canil localizado no Parque de Exposição. Imagens que expõem a situação precária dos animais foram apresentadas pelo denunciante, que, segundo o G1, formalizou um boletim de ocorrência na delegacia do município.

Segundo a testemunha, os cachorros eram mantidos acorrentados na parte interna do parque, em local insalubre. Ao chegar no local, a polícia confirmou a denúncia.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO

Magros e aparentemente doentes, os cães foram encaminhados a uma entidade de proteção animal de Cacoal. Após encontrá-los, os policiais acionaram o responsável pelo parque, que informou que um homem adestrava cachorros no local e que os animais encontrados possivelmente eram tutelados por clientes do adestrador.

Os agentes, então, acionaram o rapaz de 27 anos, que esteve no local e confirmou que os cães eram de seus clientes. Ele alegou que quatro dos oito animais estavam sendo submetido a tratamento de saúde por conta de alguma doença e disse que os alimentava diariamente.

A alegação do homem, no entanto, foi desmentida por uma testemunha que trabalha no parque. O funcionário contou à polícia que esteve no local no dia anterior, por volta das 10h30 e que retornou ao parque no dia seguinte, às 11h, e que observou a mesma situação nas duas visitas: animais sem água, ração e em ambiente insalubre.

Foto: PM/Divulgação

Além de estarem magros – e, alguns deles, esqueléticos -, os cachorros eram mantidos em local sem higiene e abrigo adequado, presos em baias construídas para cavalos ou acorrentados em um corredor. A polícia, então, concluiu que os animais foram expostos a situação degradante e que os que estão doentes deveriam estar isolados, sem conviver com os demais.

O adestrador não tem alvará para funcionamento do canil, não tem veterinário à disposição dos cães e autorização da Vigilância Sanitária. Essas questões, somadas aos maus-tratos, levaram a polícia a autuar o homem, que assinou um termo de responsabilidade que o obriga a prestar, futuramente, depoimento em juízo.

Após exames e consulta realizada por médica veterinária, os cães foram diagnosticados com desnutrição. Três deles estavam contaminados com Ehrlichia canis, uma bactéria que infecta os glóbulos brancos, e dois apresentaram arritmia cardíaca. Antes de serem levados para a ONG, eles foram alimentados.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui