Paraná

Justiça permite que guarda de cães maltratados no ‘desafio da farinha’ permaneça com tutores

“País da impunidade, principalmente quando se trata de maus-tratos aos animais", disse o delegado Bruno Lima sobre a decisão judicial

Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) e o Poder Judiciário de Londrina determinaram que a guarda dos cachorros maltratados pelos tutores no “desafio do farinha” permaneça com o casal. Cada um deles foi foi multado em R$ 2 mil – o valor pode ser pago em até cinco parcelas.

Se os empresários Julia Claudenari Oguido e Guto Oguido aceitarem pagar a multa, ficarão livres da acusação criminal por maus-tratos, conforme revelado no domingo (24) pelo delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), da Polícia Civil do Paraná.

O caso foi investigado após o casal publicar um vídeo na internet no qual Julia pressiona a cabeça dos cães contra travesseiros repletos do que aparentava ser farinha. Segundo informações do G1, as imagens e um laudo veterinário, que comprova que o ato dos tutores configura maus-tratos, levaram delegados do Paraná e de São Paulo a solicitarem que o casal perdesse a guarda dos animais.

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Reprodução/Record TV

Um laudo apresentado pela família, no entanto, mostrou que os cães não tiveram sua saúde afetada. Julia disse ainda que o material usado não era farinha, mas sim talco. Os argumentos foram expostos pela defesa do casal. Ainda assim, a denúncia foi encaminhada ao MP.

Um dos delegados que pediu que o casal perdesse a tutela dos cães, Bruno Lima, da Polícia Civil de São Paulo, lamentou a decisão da Justiça.

“País da impunidade, principalmente quando se trata de maus-tratos aos animais. A justiça não defende os animais, mas não desistiremos jamais”, escreveu.


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2 COMENTÁRIOS

  1. Se usaram talco, isso é pior que a farinha, pois é mais tóxico, por conter produtos químicos em sua fórmula, o sofrimento e a sensação de sufocamento que os cães sofreram foram os mesmos!

    Realmente esses juízes e desembargadores têm que voltar às salas de aulas para se reciclarem, pois têm uma mentalidade pré histórica nas questões dos direitos dos animais!

    #AnimalNãoÉCoisa #BichoNãoÉLixo #TodaVidaImporta

    #SeMøvaEMudeØMundøParaSalvarEPrøtegerØsAnimais

  2. O fato de alegarem que usaram talco ao invés de farinha, como se isso pudesse atenuar seu crime e o sofrimento dos cães, demonstra de forma gritante que esses “tutores” estão totalmente despreparados para dar uma vida segura e saudável para esses animais, porque talco é muito pior que a farinha, pois é mais tóxico, por conter produtos químicos em sua fórmula, pondo em risco a saúde dos mesmos, além de que, a tortura, o sofrimento e a sensação de sufocamento que os cães sofreram foram os mesmos!

    Realmente esses juízes e desembargadores que são lenientes com quem maltrata os animais, numa visão antropocentrista de priorizar os direitos dos humanos sobre o bem estar e a vida dos animais, têm que voltar às salas de aulas para se reciclarem, pois têm uma mentalidade pré histórica nas questões dos direitos dos animais!

    #AnimalNãoÉCoisa #BichoNãoÉLixo #TodaVidaImporta

    #SeMøvaEMudeØMundøParaSalvarEPrøtegerØsAnimais

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