São Paulo

Homem é multado em R$ 222 mil por explorar galos em rinhas

Outras 14 pessoas envolvidas nas rinhas também foram autuadas e multadas pela Polícia Militar Ambiental

Galos explorados em rinhas em mantidos em condições degradantes (Foto: Polícia Ambiental/Divulgação)
Galos explorados em rinhas em mantidos em condições degradantes (Foto: Polícia Ambiental/Divulgação)

Um homem foi multado em R$ 222 mil pela prática de rinhas de galo em Assis, no interior de São Paulo. A Polícia Ambiental aplicou a multa por suspeitar que o homem, que é caseiro de uma propriedade rural na qual as rinhas eram realizadas, é o responsável por promover os eventos.

Explorar galos em rinhas, submetendo-os a sofrimento físico e psicológico, é crime. Por essa razão, o caseiro do local e outras 14 pessoas foram autuadas pelas autoridades.

Foram encontrados no local 74 galos da raça índio, que eram explorados nas brigas. Durante as rinhas, os participantes faziam apostas nos galos, gerando lucro aos organizadores através da crueldade animal.

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Materiais e medicamentos usados para tratar os ferimentos nos galos também foram encontrados na propriedade. Esses itens, no entanto, não são usados pelos organizadores de rinhas para cuidar dos animais, mas sim para fazê-los sobreviver por mais tempo para que possam ser explorados e submetidos às torturantes brigas.

Remédios eram aplicados nos galos feridos para que eles suportassem às torturantes rinhas (Foto: Polícia Ambiental/Divulgação)

Além do caseiro, os outros 14 participantes também foram multados, cada um em R$ 6 mil. Todas as pessoas encontradas no local foram encaminhadas à delegacia.

Após prestarem depoimento, os envolvidos no crime foram liberados. Isso porque maus-tratos a animais é considerado pelo ordenamento jurídico como crime de menor potencial ofensivo, não havendo possibilidade de prisão em flagrante. Eles irão responder por crime ambiental, porém, caso sejam condenados, devem ser responsabilizados apenas com penalidades alternativas à prisão, como prestação de serviços à comunidade e multa.

Os galos ficaram sob a tutela do responsável pela propriedade rural, que se tornou o fiel depositário dos animais durante a tramitação do processo na Justiça.


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