Pressão internacional

China afirma que caça e comércio de animais silvestres serão punidos severamente

Pixabay
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Em um anúncio divulgado na última sexta-feira (22), a China afirma que punirá severamente a caça e comércio de animais selvagens no país. Wuhan, Xangai e outras grandes cidades já proibiram o consumo de animais selvagens, e várias províncias também emitiram planos de ação para coibir a caça, a reprodução e o tráfico.

A medida tem como objetivo atender a pressão internacional que condena o consumo de animais silvestres e aponta que a pandemia de Covid-19 teve início em um merca úmido chinês responsável pela venda e consumo de morcegos e pangolins. Informações divulgadas ontem pelo Mail Online afirmam que a proibição durará cinco anos.

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Comerciantes e fazendeiros chineses receberão dinheiro para abandonar a criação e venda de animais silvestres para consumo no país. O anúncio foi feito após pressões internacionais que pedem a completa abolição do comércio de vida selvagem devido ao risco do surgimento de novas doenças e pandemias.

Pela primeira vez na história o país fez um movimento para oferecer solução para os criadores na tentativa de extinguir definitivamente a prática. Nos últimos meses, a China proibiu a venda de animais selvagens para consumo alimentício, mas permite a venda para outros fins, como a medicina tradicional.

Atualmente, planos de compensação estão sendo oferecidos nas cidades de Jiangxi, Hunan e Wuhan, onde o coronavírus surgiu pela primeira vez em dezembro de 2019. Além de oferecer incentivo financeiro, também há expectativa que o governo arque com o que já está em “estoque”.

A organização em defesa dos direitos animais Humane Society International (HSI) aponta que a iniciativa é importante e precisa ser replicada em outras províncias, no entanto, é preciso reiterar que esse estímulo precisa ser para todos os setores que exploram animais silvestres, inclusive o de medicina tradicional.

Animais criados para a indústria de pele ou explorados para consumo humano também foram deixados de fora da proposta. Ativistas esperam que esse seja o início de uma grande transformação que acolherá outras atividades, como a extração da bile de ursos e outras práticas cruéis e retrógradas.


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