Crime ambiental

Casal é detido suspeito de caçar 22 tartarugas, incluindo espécie ameaçada

As tartarugas foram encaminhadas ao Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio)

Foto: Reprodução/PM
Foto: Reprodução/PM

Um casal foi detido pelo Batalhão Ambiental da Polícia Militar em São Miguel do Araguaia, no norte de Goiás, suspeito de caçar 22 tartarugas. Os animais foram resgatados na última quarta-feira (6).

As tartarugas, incluindo uma espécie que corre o risco de entrar em extinção, foram retiradas do Rio Araguaia. Os nomes dos investigados pelo crime ambiental não foram divulgados.

A dupla foi levada à delegacia, mas foi liberada após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), porque crimes contra animais são considerados de “menor potencial ofensivo”, conforme explicou ao G1 o delegado Rafhael Neris Barboza, responsável pelo caso.

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O casal terá que comparecer em uma audiência agendada pela Justiça. No dia, os dois serão julgados e podem ser condenados a até dois anos de detenção – penalidade que, por ser inferior a 4 anos pode ser revertida, por exemplo, em prestação de serviços comunitários.

Materiais usados para capturar tartarugas, sendo dois sacos plásticos, duas redes de pesca com 40 metros de comprimento e 50 boias de isopor, foram encontrados com a dupla e apreendidos pela polícia.

As tartarugas foram encaminhadas ao Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio).

De acordo com o biólogo Edson Abrão, entrevistado pelo G1, é possível identificar duas espécies nas imagens: Tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) e Tracajá (Podocnemis unifilis). Segundo ele, a primeira corre o risco de entrar em extinção por ser alvo de caças frequentes.


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