Irlanda

Campanha pede que a população pare de se alimentar de animais

Campanha a favor do veganismo que chegou a Dublin é uma iniciativa da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA)

Pixabay
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Uma campanha iniciada na Irlanda pela organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) pede que a população pare de se alimentar de animais.

Na tentativa de conscientizar e sensibilizar as pessoas, um painel móvel está percorrendo as ruas de Dublin defendendo que ninguém precisa matar animais, ainda que de forma indireta, para se alimentar.

“Feche os matadouros e as indústrias de carne: salve os trabalhadores, suas famílias e os animais”, defende a campanha iniciada depois que frigoríficos passaram a ser classificados pela mídia como um dos ambientes com mais possibilidades de se contrair a Covid-19.

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Segundo a PETA, a contaminação por coronavírus já atingiu 800 trabalhadores em 16 frigoríficos no país que tem quase um terço do tamanho do Paraná. Ainda assim, continuam funcionando.

“Esses locais continuam abertos, o que significa que animais continuam sendo mortos e trabalhadores continuam em risco”, critica a organização na campanha a favor do veganismo.

Brasileiros denunciam situação em frigoríficos

Brasileiros que trabalham em frigoríficos na Irlanda também têm se queixado da situação. No último dia 14, o The Guardian publicou que um deles, identificado apenas como Santos, disse que muitos de seus colegas, que continuam sujeitos à contaminação no trabalho e mal sabem inglês, não estão cientes de seus direitos. “Se essas pessoas contraírem o vírus, quem vai ajudá-los? Como eles conseguirão comida?”, questionou.

Outro funcionário identificado como Marco reclamou que não se sente seguro trabalhando em um frigorífico onde atua há mais de dez anos. O veículo também destacou que há unanimidade por parte dos entrevistados em definir o trabalho como “um negócio sangrento e com baixos salários”.

“[Você reconhece como] é horrível matar bovinos, quando você vê como isso é feito. Quando você vê as condições – é um lugar sujo e desagradável, ninguém fica feliz [com isso]”, declarou Florin, um romeno que trabalha em um matadouro na Irlanda há cinco anos.

“Eles matam – atiram, cortam o pescoço, cortam as pernas. Não gosto disso. A vaca é pacífica, emocional. E você vê o sangue, e passam de criaturas vivas para pedaços.” Os trabalhadores também se queixam que como o trabalho é repetitivo e difícil é preciso tomar analgésicos para suportar as consequências da rotina.


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1 COMENTÁRIO

  1. Não tenho pena dos trabalhadores. Estão lá porque aceitam esta forma grotesca de trabalho. Colaboram com esta barbaridade. São os cspatazes, os executantes, os carrascos. Espero que “Anda” caminhe depressa porque esta realidade é intolerável.

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