Criança produz e vende mandalas para comprar remédios para cães abandonados


Foto: Arquivo pessoal

Com apenas 10 anos, Miguel Miranda Lucas dá exemplo para muito adulto. O menino está aproveitando o tempo livre durante a quarentena imposta pelo coronavírus para confeccionar e vender mandalas, com valor revertido para a causa animal.

A renda obtida com a venda dos objetos é usada pelo garoto para a compra de medicamentos usados no tratamento de cachorros que vivem na Universidade Federal do Pará (UFPA) em Belém, no Pará, e contam com pessoas como Miguel para sobreviver.

“O Miguel fala-me sempre no seu sonho de ter uma fazenda onde possa cuidar de todos os animais abandonados do mundo. Quando começou a fazer mandalas, eu e o pai sugerimos esta ideia, para que compreendesse que todos podemos mudar um pouquinho o mundo agindo localmente”, contou ao G1 a mãe de Miguel, Catarina Miranda, que trabalha como professora na UFPA.

Durante o isolamento social, Catarina alimenta os cães do campus, como voluntária do projeto Peludinhos. A ação solidária da professora é feita na companhia de Miguel, que atua como ajudante na distribuição de ração aos animais. Cuidar dos cachorros é uma das 34 atividades essenciais permitidas durante o “lockdown” (bloqueio total).

“Meu sonho é ajudar os animais que precisam. Eu e minha mãe alimentamos os cachorros na UFPA como voluntários e dado meu desejo de ajudar os animais e o meu gosto por fazer mandalas, tivemos essa ideia. Eu quero continuar a ajudar e conseguir ajudar bastante”, disse Miguel.

Foto: Arquivo pessoal

Até o momento, Miguel arrecadou R$ 50 com a venda das mandalas. O valor já foi doado ara a compra de medicamentos para os cães. O menino e sua família tutelam dois cachorros e um gato.

“O Miguel tem feito praticamente tudo de forma independentemente, até uma planilha em computador fez sozinho para organizar as suas encomendas. De vez em quando pede-me alguma sugestão em termos de cores e vou tentar comprar mais fio, pois está terminando. É praticamente só essa a minha ajuda”, contou Catarina.

Animais da UFPA precisam de ajuda

Com a crise do coronavírus, as doações diminuíram, o que prejudicou o projeto Peludinhos, que presta cuidados a 225 cachorros no campus da UFPA, no bairro do Guamá. Voluntários estão revezando, em sistema de escala, para levar ração aos animais, mas precisam de ajuda da sociedade para manter esse trabalho.

“Nós estamos com muitas necessidades. Diminuíram as doações, estamos precisando de medicamentos, materiais de limpeza”, disse ao G1 Elizabete Pires, coordenadora do projeto.

Informações sobre como ajudar o projeto podem ser obtidas através do telefone (91) 99175-3009 ou da página do projeto no Instagram.


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