Cientistas infectam hamsters com coronavírus para explorá-los em estudo


Reprodução/Pixabay/CrizzlDizzl

As novas vítimas da ciência são os hamsters. Explorados em um estudo feito para comprovar a eficácia de máscaras no combate à propagação do coronavírus, esses animais foram infectados e confinados em gaiolas, tratados como objetos.

Pesquisadores da Universidade de Hong Kong, na China, colocaram um grupo de hamsters infectados em uma gaiola e um grupo saudável em outra gaiola.

As duas gaiolas foram colocadas lado a lado, com máscaras cirúrgicas entre elas. Segundo informações da agência de notícias AFP, um fluxo de ar foi ativado, saindo da gaiola com os animais doentes em direção à gaiola onde estavam presos os hamsters saudáveis.

Para chegar ao resultado do estudo, que concluiu que as máscaras reduziram a transmissão do vírus em mais de 60%, os cientistas adoeceram os animais e os mantiveram aprisionados em gaiolas, condenando-os a sofrimento físico e psicológico.

Além da crueldade injustificada – já que não há nada que autorize a espécie humana a subjugar, explorar, adoecer, fazer sofrer e matar animais em prol dos interesses humanos -, esse experimento não garante que a realidade encontrada pelos pesquisadores no mundo animal será a mesma entre humanos. Isso porque o organismo de um hamster é completamente diferente do organismo de uma pessoa. Não é possível, portanto, fazer testes em um roedor e, depois, esperar do corpo humano as mesmas reações apresentadas pelos hamsters.

Ao abordar os testes em animais realizados pela indústria farmacêutica, o médico norte-americano Ray Greek explicou porque a diferença entre os organismos de humanos e animais torna os experimentos ineficazes. Sem qualquer compromisso com a causa animal, o especialista luta contra a experimentação animal apenas em nome da evolução da ciência. Segundo ele, “a pesquisa científica com animais é uma falácia”.

“A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los”, explicou o médico, em entrevista à revista Veja.


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