Mudança na rotina pode desencadear depressão em animais na quarentena


Pixabay/balzekaitegita/Imagem Ilustrativa

A mudança na rotina de cachorros e gatos pode levá-los a desenvolver depressão. Por essa razão, profissionais alertam para a necessidade dos tutores estarem atentos aos cuidados dos animais durante a quarentena de combate ao coronavírus, período que tem alterado a vida de humanos e animais.

A falta de exercícios físicos e de passeios são as principais causas. Os passeios, especialmente para os cães, acostumados com isso, fazem falta. No entanto, a diversão e a queima de energia realizadas na rua podem ser substituídas por atividades dentro de casa. Em caso de real necessidade de levar o animal para passear, especialistas recomendam dar banho no retorno do passeio ou ao menos higienizar as patas – sempre com shampoo para animais ou sabão neutro, nunca produtos químicos, como álcool em gel, que causam doenças de pele nos animais. É recomendado também evitar que os animais deitem na rua e encostem em objetos, já que o vírus pode ficar sobre o pelo deles.

Animais não contraem nem transmitem coronavírus. A falta de evidências sobre a relação entre eles e a doença já foi atestada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Pesquisadores também reforçaram que essa contaminação e transmissão não ocorre. O coronavírus que afeta especificamente cães é diferente daquele que está adoecendo e matando humanos. No entanto, um cão ou gato pode ficar com o vírus sobre seu pelo, assim como acontece com a pele humana (por isso a necessidade de higienizá-las) e com objetos. Manter os animais limpos, portanto, basta.

No entanto, ao pensar na saúde mental desses animais, os esforços devem ir além das ações que visam combater o vírus. Segundo a médica veterinária e professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade UNG, Karina D’Elia Albuquerque, todos animais podem desenvolver depressão.

“Atualmente, com a humanização dos animais domésticos, temos nos deparado com recorrentes manifestações de depressão, ansiedade e outros distúrbios psicológicos que afetam diretamente a personalidade destes animais, como por exemplo: irritabilidade, destruição de móveis e objetos pessoais, e urinar e defecar fora dos locais pré-estabelecidos”, explicou a especialista, em entrevista ao portal Paranashop.

A veterinária abordou ainda os sintomas da doença em cães e gatos. “Há diversas formas de aparecimento da depressão. Nos cães, podem manifestar a perda do apetite, apatia acentuada, lambedura excessiva nas patas e no corpo, tristeza profunda, rejeição ao toque e isolamento”, revelou.

“Os gatos são ainda mais propensos a desencadear a patologia, pois a mudança de rotina pode levar a depressão e, com isso, o aparecimento de doenças, como a Síndrome da Pandora (cistite idiopática no felino), e principalmente as fêmeas, que iniciam com sintomas de cistite e hematúria (sangue na urina). Outros animais se escondem e param de se alimentar”, completou.

Várias questões, além da falta de exercícios e passeios – causas mais recorrentes na quarentena -, podem levar ao quadro depressivo. “Os cães e os gatos são muito resistentes às mudanças de rotina, como a introdução de um novo animal na casa, a morte de uma pessoa próxima ou o afastamento de um animal companheiro”, disse.

O tratamento envolve exames feitos por um veterinário e cuidados específicos, promovidos pelo tutor. “Em primeiro lugar, precisamos minimizar ao máximo as mudanças de rotina, levar ao veterinário para realizar exames laboratoriais e de imagem, e ter certeza que não há doenças primárias, tentar manter uma rotina diária com os animais, como passeios, dentro do possível, e brincadeiras. Manter um acompanhante sempre que possível na ausência do tutor. Há casos que são recomendados o uso de antidepressivos e sessões terapêuticas caninas”, concluiu.


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