Mais de mil animais são separados de tutores após voos serem cancelados por conta da pandemia


Pixabay/Fernandozhiminaicela/Imagem Ilustrativa

Mais de mil animais domésticos estão separados de seus tutores em todo o mundo por conta do cancelamento de vôos, que os impede de chegar até suas famílias, e também do fechamento de fronteiras – medidas de contenção ao coronavírus.

Os dados, apresentados por sete empresas internacionais de transporte de animais domésticos à agência de notícias Reuters, expõem o sofrimento de animais e tutores, que tentam a todo custo reunir a família.

A cadela Gula é um desses animais. O distanciamento de seus tutores deveria ocorrer apenas durante um curto espaço de tempo, enquanto eles viajavam para Israel em março para resolver uma emergência familiar. No entanto, a cadela de seis anos acabou ficando sozinha em Nova York (EUA), recebendo cuidados de uma pet sitter (espécie de babá de animais), por quase dois meses, após a pandemia se alastras e vôos serem cancelados.

“Nós simplesmente não suportávamos a ideia de ela estar sozinha”, afirmou Guy Nizan, que viajou com sua filha e esposa. O reencontro entre Gula e seus familiares se deu graças a uma empresa de transporte de animais, que conseguiu uma vaga para a cadela em um dos raros voos fretados de uma companhia aérea israelense.

Dentre as famílias afetadas por este cenário, as que vivem na Austrália foram especialmente prejudicadas. Isso porque, além de grandes companhias aéreas terem suspendido seus programas para animais domésticos – alegando que não eram financeiramente viáveis ou que não poderiam ser feitos de maneira segura na pandemia -, a Austrália só permite a entrada de animais no país que tenham sido submetidos a um extenso e rigoroso protocolo de testes e tratamentos antes do embarque, o que dificultou ainda mais a situação das famílias australianas separadas de seus animais.

É o caso de Frances Hayter, australiana que ficou oito meses a trabalho, com o marido, no Texas (EUA), e pegou um dos últimos voos disponíveis para seu país de origem, tendo que deixar Índigo, um gato de dez anos, nos Estados Unidos.

“Não temos filhos, então deixar nosso animal foi uma decisão bastante séria”, afirmou à Reuters. O gato está sob a tutela de um veterinário em Hoston desde 18 de março. A tutora, porém, preocupa-se com o animal, que tem idade avançada.

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Índigo é um dos 20 animais que a empresa australiana Pet-Express, que realiza o transporte de animais, tenta trazer para o país. O objetivo de Scott Williams, proprietário da companhia, é transportar os animais em um voo fretado. Os custos, no entanto, são altos, alcançado milhares de dólares, e a logística dificulta.

A esperança são as companhias aéreas que estão tentando recuperar sua receita, perdida com a redução de viagens de passageiros, transportando carga e animais domésticos. No aeroporto britânico de Heathrow, um dos poucos que ainda recebem animais, aproximadamente 40 cães e gatos desembarcaram em um único dia na última semana.

No entanto, o vice-gerente do centro de recepção de animais do aeroporto, Ross Hayes, lembra que, apesar do número ter sido maior do que o esperado, está abaixo do registrado em 2019, quando a média diária, segundo Hayes, era de mais de 150 animais.

“Recebemos muitos contatos de pessoas desesperadas para chegar em casa com seus cães e gatos e faremos o possível para ajudá-los”, concluiu Hayes.


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