Direitos animais

China deixa de classificar cães como animais para consumo após Covid-19

A Humane Society considerou a atitude do governo chinês um "divisor de águas" no bem-estar animal

Foto: Animals Asia

Cachorros não serão mais considerados animais de consumo na China. O país decidiu passar a vê-los como animais domésticos, passíveis de viver na companhia humana, assim como ocorre no Brasil e em outros locais. A reclassificação, segundo o Ministério da Agricultura chinês, faz parte das medidas elaboradas em resposta à Covid-19.

A Humane Society, grupo de defesa dos direitos animais, considerou a atitude do governo chinês um “divisor de águas” no bem-estar animal.

Foto: Animals Asia

Na China, animais para consumo podem ser explorados para a produção de carne, leite, peles, fibras e remédios. E embora a população chinesa esteja consumindo anualmente o equivalente a mais de 50 bilhões de reais em alternativas à carne, há regiões do país que ainda consomem carne de cachorro.

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“No que diz respeito aos cães, o progresso da civilização humana junto com a preocupação pública e o amor pela proteção dos animais, os cães internacionalmente não são considerados animais para consumo, e não serão regulamentados como animais para consumo na China”, afirmou a pasta, segundo informações da agência Reuters.

Após ter sido descoberto que o coronavírus teria se originado em morcegos-de-ferradura, com transmissão para humanos por meio de animais explorados para consumo, que eram expostos em mercados em Wuhan, a China proibiu a criação, o comércio e o consumo de animais selvagens temporariamente e revogou as licenças existentes. O país prometeu revisar a legislação para tornar a proibição permanente.

Lamentavelmente, outras espécies continuam sendo classificadas para consumo. Algumas delas, exploradas e mortas também pelos brasileiros. Bois, porcos, aves e camelos incluem a lista dos que não foram poupados de sofrimento.

Além disso, a China adicionou 13 espécies que podem ser comercializadas, apesar de serem animais silvestres, o que abriu exceção na proibição do comércio de vida selvagem. Dentre elas, renas, alpacas, faisões, avestruzes e raposas.

De acordo com a Humane Society International, aproximadamente 10 milhões de cães são mortos por ano na China para consumo, inclusive animais que tinham tutores e foram sequestrados. Em Yulin, anualmente é realizado, no mês de junho, um festival de carne de cachorro.

“Esta proposta pode sinalizar um divisor de águas para a proteção dos animais na China”, disse Wendy Higgins, porta-voz da Humane Society International.


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