Voluntários alimentam animais abandonados durante pandemia em PE


Foto: Tammy Casagrande/Acervo Pessoal

Voluntários estão alimentando animais abandonados durante a pandemia de Covid-19 em Fernando de Noronha, em Pernambuco.

Com a chegada do vírus, aumentou o número de animais abandonados por conta da crise gerada pela pandemia e também devido a notícias falsas que levaram a população a crer que cães e gatos podem transmitir a doença. No entanto, especialistas e instituições renomadas, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), já alertaram que os animais não são transmissores do vírus. Nenhum caso de transmissão de cães ou gatos para humanos foi registrada em todo o mundo.

Além do fato de que os abandonos, em muitos casos, estão sendo motivados por notícias falsas, os responsáveis por esses atos estão cometendo um crime previsto em lei.

Para tentar minimizar o sofrimento desses animais, o grupo de voluntários tem agido em Noronha. Cerca de 100 cachorros e gatos estão sendo alimentados. De acordo com o grupo, metade deles foram abandonados por pessoas que deixaram a ilha.

Segundo a terapeuta corporal Tammy Casagrande, muitos dos animais eram tutelados por pessoas que trabalhavam com turismo e saíram de Noronha após serem demitidos.

“Nós começamos uma luta para arrumar lar temporário para esses animais. Quando somamos animais abandonados, os que já estavam nas ruas e ainda aqueles de pessoas que perderam a renda, chegamos a cem animais identificados até agora”, disse ao G1.

Foto: Tammy Casagrande/Acervo Pessoal

Comovida com o sofrimento dos cães e gatos, Tammy criou o projeto Pet Noronha com a ajuda de amigos. Com o apoio de um empresário e de moradores da ilha, 600 quilos de ração foram comprados.

“Compramos ração a preço de fábrica, conseguimos a isenção do frete em uma embarcação e fizemos a doação. No sábado (25), vamos enviar mais meia toneladas de alimento”, explicou a administradora de empresas, Andresa Medeiros, que integra o projeto.

Segundo ela, cuidar dos animais contribui para a preservação ambiental da ilha. “Isso ajuda no equilíbrio do meio ambiente. Os animais alimentados não vão caçar espécies nativas, como a mabuya, uma lagartixa endêmica, que só existe na ilha, e também as aves”, finalizou.


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