Série documental da Netflix incentiva novas de denúncias de crueldade contra animais


Reprodução | Netflix

A organização em defesa dos direitos animais The Humane Society dos Estados Unidos (HSUS) divulgou imagens inéditas que mostram o abuso e exploração de grandes felinos vítimas do tráfico de animais. A denúncia tem como objetivo mostrar os bastidores da série do documental “Tiger King”, produzida pela Netflix. A série, que no Brasil recebeu o nome de “A Máfia dos Tigres”, conta a história do empresário Joseph Maldonado-Passage, também conhecido como Joe Exotic, e a coordenação de um grande e criminoso esquema de tráfico de animais selvagens.

As imagens divulgadas pela HSUS foram obtidas a partir de uma investigação secreta feitas por um voluntário da organização que trabalhou disfarçado em um zoo de Joe Exotic por 100 dias. O ativista presenciou diversos maus-tratos. Ele conseguiu filmar funcionários do local e, inclusive, o próprio Joe, agredindo tigres bebês com socos no rosto e puxando os animais indefesos pelas caudas, agressão que pode causar sérios danos à coluna vertebral dos animais. O investigador testemunhou ainda a morte de diversos animais.

Segundo Kitty Block, CEO da HSUS, o castelo do empresário foi construído em cima de mentira e artimanhas. “A equipe de Joe Exotic se disfarça como um grupo de resgate e conservação, mas na verdade eles criam tigres e sujeitam os filhotes, que são arrancados de suas mães imediatamente após o nascimento, a estresse e abuso. Depois de alguns meses, quando os filhotes são grandes demais para encontros íntimos com o público e a oportunidade de lucro acaba, os filhotes são enjaulados, vendidos no comércio de animais exóticos ou morrem”, disse a ativista em entrevista ao VegNews.

Atualmente, cinco estados norte-americanos (Alabama, Nevada, Carolina do Norte, Oklahoma e Wisconsin) não possuem nenhuma lei que proíba a guarda de animais silvestres. A HSUS denuncia ainda que mesmo onde há leis, há pouca fiscalização e regulamentação, o que dificuldade a ação de ativistas para o resgate e libertação destes animais. “Este ciclo de criação para uso temporário leva a um excesso de animais indesejados que perduram em condições horríveis. Isso não é conservação. Nenhum animal merece esta vida”, completa Block.

Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society, destaca a crueldade é intrínseca ao tráfico de exploração de animais silvestres. “Não deve ser filmado disfarçado as condições abismais desses majestosos tigres e seus filhotes para destacar por que a posse particular de grandes felinos e filhotes é uma crueldade animal. A atual colcha de retalhos das leis estaduais não pode resolver completamente o problema perpetuado pelos ‘santuários’ falsos que ganham dinheiro com as costas de espécies ameaçadas e ameaçadas”, conclui a ativista.


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