Fake news

Vacina para cachorros não impede contágio de Covid-19 em humanos

O coronavírus que afeta os humanos é diferente daquele que atinge os cachorros. Desta maneira, não há possibilidade de uma vacina destinada ao coronavírus canino imunizar as pessoas

Foto: Aly Song/Reuters

Notícias falsas tomaram conta das redes sociais após o início da pandemia de Covid-19, o coronavírus. Além da informação de que cães e gatos se contaminam e transmitem a doença, um vídeo que viralizou em aplicativos de mensagens e nas redes sociais difundiu a ideia de que vacinas feitas para cachorros seriam capazes de impedir o contágio da Covid-19 em humanos.

Foto: Aly Song/Reuters

As duas informações não correspondem à realidade e têm sido constantemente desmentidas por profissionais da saúde e da medicina veterinária.

O autor do vídeo dizia que o vírus é antigo e o tratava como uma doença capaz de afetar humanos e animais. A verdade, no entanto, é que existem vários tipos de coronavírus e, por isso, a doença que atinge os cães não é a mesma que, atualmente, tem contaminado milhares de pessoas ao redor do mundo. 

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A vacina visa proteger os cachorros do coronavírus entérico canino (CCoV), mas não imuniza esses animais contra o coronavírus respiratório canino (CRCoV), que dirá seres humanos.

Além disso, associações mundiais de clínicos de pequenos animais não consideram a vacina eficiente nem mesmo para proteger os animais do coronavírus entérico.

NOTA DA REDAÇÃO: Cães e gatos não pegam nem transmitem o covid-19. Eles podem apenas pegar as versões canina e felina do coronavírus que não são transmissíveis aos humanos, segundo o que  atestam veterinários do mundo todo. O cão de Hong Kong que a princípio mostrou em exames ter “vestigíos” do covid-19, morreu dois dias depois de ser constatado, por meio de testes mais complexos, que ele não portava o coronavírus humano. Ele era um cão idoso, com 17 anos, e os próprios especialistas de Hong Kong declararam que ele deve ter morrido devido ao estresse causado pela distância da família durante a quarentena.

No entanto, tutores infectados com convid-19 devem delegar os cuidados aos seus animais a outras pessoas e, se isso não for possível, usar álcool gel antes de acariciar seus cães e gatos, pois, pode haver uma contaminação superficial do pelo desses animais do mesmo modo que haveria num corrimão de escada, por exemplo. A ANDA tem se preocupado em passar as informações corretas, com embasamento da OMS – Organização Mundial da Saúde e de veterinários, a fim de evitar abandono e maus-tratos. Colabore também disseminando as informações corretas!


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