Conquista

Ursos, lobos e linces ganham proteção com apoio da União Europeia

A medida abrange animais que vivem na Eslovênia e na Croácia e que durante muitos anos estiveram em perigo devido às atividades humanas

Medidas foram inseridas ao redor de fazendas da Eslovênia e Croácia para proteger lices, ursos e lobos. Foto Skeeze/Pixabay

O projeto europeu transfronteiriço Carnivora Dinarica visa proteger os três carnívoros selvagens que vivem em regiões da Eslovênia e Croácia melhorando a coexistência com os humanos. Há milhares de ursos, centenas de lobos e mais de cinquenta linces na região.

A agência Euronews visitou o Parque Nacional de Risnjak, nos Alpes Dináricos onde o projeto foi colocado em prática com apoio da EU- União Europeia e conversou com fazendeiros locais. Tomaz Volk,  agricultor esloveno que tem 16 cavalos e um rebanho de cabras e ovelhas –  alvos potenciais de ataque por parte dos grandes carnívoros – disse que para evitar  o perigo, durante o verão, instala uma cerca elétrica de 1,70 metro.

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“É muito importante que a cerca esteja sempre eletrificada, mesmo se os animais não se encontram no local. Porque os grandes carnívoros memorizam as descargas elétricas que recebem quando tocam a cerca e já não se aproximam para atacar o rebanho”, explicou Volk.

A Euronews visitou outra outra região eslovena, em Pivka, onde os animais são protegidos por meios de cães treinados para afastar os invasores. “Há perigo, o ano inteiro, devido aos lobos. Eu tenho cães que assustam os lobos. O lobo é demasiado inteligente para lutar com um cão grande. O raciocínio dele deve ser: porquê lutar com um cão por um pedaço de carne se posso conseguí-lo na natureza sem ter de lutar com o cão?”, contou Ales Sedmark, treinadora de cães.

Para os especialistas em vida selvagem, o medo surge quando não se conhece bem o comportamento dos animais selvagens. “É preciso ter bons conhecimentos na área da biologia e da ecologia para perceber estas espécies, de modo a podermos coexistir da melhor forma”, disse Dina Botta, gestora do projeto que recebeu pouco mais de 2 milhões de euros para realizar uma dezena de ações nas regiões a serem protegidas. Cerca de 85% do orçamento é financiado pela política de coesão europeia e 15% fica a cargo das várias entidades envolvidas no projeto.

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