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Todos querem saber: cães e gatos podem contrair coronavírus?

2 de março de 2020
3 min. de leitura
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A veterinária Karla Bruning de Oliveira esclarece que cães e gatos podem contrair o coronavírus, mas em suas configurações caninas e felinas, que não são transmitidas para os humanos

Coronavírus canino e felino não são transmissíveis aos humanos assim como outras doenças específicas de animais domésticos. Foto StockSnap/Pixabay

O mundo está assustado com um novo vírus, o CONVID-19, que se espalha depressa pelos continentes e faz cada dia mais vítimas fatais entre a população humana. Mas é muito importante esclarecer que os animais domésticos não são os transmissores dessa doença para as pessoas, conforme têm declarado vários veterinários.

Recentemente, bastou um comunicado de uma cientista chinesa recomendando que os animais domésticos de regiões atingidas pelo coronavírus ficassem de quarentena, para que o pânico se espalhasse por toda a China e, especialmente, em Wuhan (epicentro da doença), onde cães e gatos começaram a ser abandonados nas ruas e até mortos em ambientes públicos em cenas de brutalidade explícita.

A médica veterinária da Esalpet, Karla Bruning de Oliveira, esclarece que cães e gatos podem contrair o coronavírus, mas em suas configurações caninas e felinas, que não são transmitidas para os humanos.

“A coronavirose é uma doença comum em cães e gatos. Nos cães, a forma mais registrada é a gastroentérica, transmitida por meio do contato com fezes contaminadas. Ela causa sintomas muito semelhantes ao da parvovirose, como vômito e diarreia com perda de sangue. O vírus destrói as vilosidades do intestino do animal e provoca gastroenterite hemorrágica”, explica.

Foto Dariusz Sankowski/Pixabay

“Nos gatos, a coronavirose é causadora da peritonite infecciosa felina, uma doença grave também transmitida pelo contato com as fezes. A infecção por coronavírus nesses animais não tem cura e o tratamento consiste em melhorar a imunidade do gato com o intuito de diminuir a progressão da doença. os sintomas podem variar dependendo da resposta imune do organismo, mas em grande parte dos casos é possível identificar, perda de apetite e peso, aumento gradual do abdômen, febre persistente, pelagem sem brilho, alteração neurológica como a queda da traseira, e algumas vezes infecções oculares, alteração de cor e irregularidade nas pupilas”,  continua.

“Já nos cães, a doença muitas vezes vem acompanhada de outros vírus, como o da parvovirose. Quando a infecção é mais branda, por um único vírus, o tratamento é mais eficaz, e o internamento com medicações adequadas tem diminuído significativamente o número de óbitos. Nos cães, o vírus coloniza o intestino, portanto os sintomas sempre são associados a esse órgão como diarreia aguda , vômitos, dor abdominal, dificuldade em defecar e desidratação”, ressalta.

Foto Fran/Pixabay

Prevenção

Segundo a veterinária, no caso da coronavirose felina existe uma vacina importada disponível, mas a sua proteção é controversa e alguns gatos não respondem bem. “No Brasil, a vacina contra coronavirose felina não faz parte do quadro de vacinação, portanto a melhor forma de prevenir é sempre manter o local onde o gato vive limpo e higienizado. O mesmo vale para os cães quanto a higiene, além disso, é fundamental manter as vacinas polivalentes em dia, respeitando os esquemas iniciais e anuais de vacinação”, conclui.

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