Fim da caça

Populações de baleias-azuis estão se recuperando na Antártida

Cientistas estimam que 55 animais da espécie foram avistados ao longo do litoral da Ilha Geórgia do Sul

Pixabay
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A ganância humana e a caça causaram danos inestimáveis às populações de diversos animais, incluindo a maioria das espécies de baleias.

Acredita-se que antes que esta prática se intensificasse, cerca de 250 mil baleias-azuis, uma das espécies mais raras do mundo, viviam no Hemisfério Sul, mas, em apenas 60 anos, essas populações foram completamente dizimadas.

Os números alarmantes motivaram a proibição da prática em 1982, após a assinatura de um grande acordo internacional.

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Felizmente, este quadro parece estar se revertendo. Uma pesquisa realizada pela bióloga Jennifer Jackson aponta que as populações de baleias-azuis podem estar finalmente se recuperando.

Após passar um mês observando o litoral da Ilha Geórgia do Sul, na costa da Antártida, a cientista afirma que encontrou baleias da espécie em pelo menos 36 ocasiões e acredita que tenha visto cerca de 55 indivíduos. A equipe da bióloga coletou amostras de 10 animais e espera, em breve, identificar sua diversidade genética e linhagem.

A partir destes dados, os pesquisadores estimam poder traçar maiores estatísticas sobre as baleias-azuis que estão retornando ao seu habitat ancestral. Segundo informações da BBC, é possível que um quadro mais sólido possa ser divulgado em 2021 e as expectativas são otimistas.

Os pesquisadores estão entusiasmados com o que eles acreditam ser um padrão de aumento para várias espécies de baleias historicamente ameaçadas. As populações de baleias são atraídas para as águas da Antártica no Sul da Geórgia, pois sua principal fonte de alimento, o krill, uma espécie de crustáceo, sobe em abundância por causa dos fortes correntes.


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