Crueldade

Polícia fecha rinha onde 300 galos eram explorados em SP

No local foram encontrados troféus, documentos de contabilidade de torneios, esporas e medicamentos.

Pixabay
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Uma operação da Polícia Civil desarticulou um criadouro onde mais de 300 galos eram explorados e torturados em rinhas e torneios na cidade de Mairiporã, em São Paulo. O flagra ocorreu após denúncias anônimas.

No local foram encontrados troféus, documentos de contabilidade de torneios, esporas e medicamentos. Encontram ainda armas e munições. Pelo menos 15 pessoas foram detidas. Não há informação sobre o destino dos animais.

Outro caso em SP

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A Polícia Civil descobriu no dia 14 de janeiro a existência de um criadouro com pelo menos mil galos explorados em rinhas. Os animais vivem em uma chácara no Grajaú, em São Paulo. Mantidos em gaiolas e baias, parte dos animais estavam bastante feridos.

De acordo com os policiais que estiveram na chácara, o local conta com grande infraestrutura para criar os galos. Na propriedade foram encontradas muitas baias com suporte para água e ração, onde as aves ficavam confinadas.

O criadouro foi descoberto após seis meses de investigações. Apesar disso, as aves não foram retiradas do local por não haver local de propriedade do estado com espaço suficiente para abrigá-las.

O dono da propriedade ficará com a tutela dos galos. Ele será investigado pelos crimes de maus-tratos a animais, exploração de jogos de azar e associação criminosa.

Crime

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explica que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.


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