Ameaçada de extinção

Pesquisadores fazem vaquinha online para proteger ave rara

Esta é a primeira vez que a ave é vista em vida livre no estado de Minas Gerais

Foto: Alice Lopez

Um grupo de pesquisadores do WAITA, Instituto de Pesquisa e Conservação, começou a promover um financiamento coletivo online com o intuito de arrecadar cerca de dez mil reais para auxiliar na manutenção de uma equipe de monitoramento diário de seis aves que foram encontradas no Leste do Estado de Minas Gerais. As espécies raras são conhecidas como bicudo (Sporophila maximiliani) e estão ameaçadas de extinção.

Segundo os pesquisadores, essa é a primeira vez em 80 anos que a ave é registrada em vida livre no estado. O contato com o animal ocorreu no início de fevereiro, graças a um morador local que, após ser instruído pelos pesquisadores, conseguiu identificar três indivíduos da espécie e contatar a equipe.

Assim que foi avisada, a equipe composta por médicos, veterinários e biólogos, se deslocou para a área afim de coletar dados suficientes para estudar a ave. Desde então já foram detectados seis membros da espécie no local.

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Segundo Fernanda de Souza Sá, presidente do WAITA e Alice Lopes, coordenadora do “Projeto Bicudos”, as despesas para o monitoramento das aves vão desde o aluguel de carros a manutenções de equipamentos e o alimento para a equipe. “Atualmente estamos mantendo equipes de quatro pessoas em campo. Cada equipe permanece durante uma semana no local, das 5h30 às 18h30”, contam as profissionais.

Por ser uma ave extremamente cobiçada pelo tráfico de animais, principalmente devido ao belo canto, a espécie quase entrou em extinção. Além disso, devido aos poucos animais que restaram em vida livre, existem pouquíssimas informações sobre elas. “O encontro dessa população é um feito histórico para a ciência e, principalmente, para a conservação. Existem pouquíssimos dados sobre a espécie hoje na literatura e eles são importantes para subsidiar ações que pode mudar o status de espécie ameaçada do bicudo para um nível menos preocupante”, relatam as especialistas.

Foto: Alice Lopez

Até o momento, mais de 25% da meta já foi atingido e o valor que foi solicitado é o mínimo para custear toda a manutenção necessária para a equipe que ficara em campo em torno de 3 meses. “Enquanto isso, continuamos buscando outras fontes de financiamento maiores, que permitirão um aprimoramento dos estudos”, concluem as pesquisadoras.


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