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Lei implementada em Vila Velha (ES) proíbe fogos de artifício barulhentos

Foto: Pixabay

A lei tem o objetivo de preservar a saúde dos animais, bem como o sossego dos moradores


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Em vigor desde fevereiro deste ano, a lei implementada no município de Vila Velha, no Espirito Santo, proíbe a queima, soltura e manuseio de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que causem poluição sonora.

Segundo o vice-prefeito, Jorge Carreta, apenas serão utilizados em comemorações fogos com efeitos luminosos ou com intensidade sonora inferior a 85 decibéis: “Uma lei importante assinada. Destacando a iluminação espetáculo de luzes como aconteceu na virada do ano nos cinco pontos da orla de Vila Velha e não o barulho, o que vai beneficiar a saúde das pessoas e o bem estar animal”, explica Jorge.

A lei visa preservar tanto o sossego dos cidadãos, como também evitar o medo e pânico que o barulho causa em crianças com necessidades especiais e em animais, que são comprovadamente mais sensíveis a barulhos altos: “Pensamos humanamente nas pessoas que são sensíveis ao estampido e ao barulho intenso. O estrondo afeta os animais também. A câmara agradece a Prefeitura por abraçar o projeto que ajuda todo mundo”, disse o autor da nova lei, o vereador Valdir do Restaurante (PT do B).

Atualmente existe uma lei em processo de trâmite na Câmara dos Deputados que pretende proibir fogos de artifícios barulhentos em todo o território brasileiro.

Fogos de artifício pode desencadear crises nervosas em animais

O barulho provocado pela soltura de fogos de artifício pode desencadear crises nervosas nos animais, além de convulsões, fugas e possibilidade de morte, em caso de parada cardíaca. O alerta é feito pelo médico veterinário Tito Luiz, devido ao aumento da soltura desses explosivos durante este período do ano, graças às festas juninas e julinas.

Os sons dos fogos podem ser ouvidos pelos animais a quilômetros, segundo Tito, já que eles têm uma audição mais aguçada que a humana. O especialista lembra que não é necessário provocar tamanho sofrimento aos animais, já que existem no mercado fogos que não emitem som.

“Assim, podemos apreciar apenas as imagens criadas sem o incômodo do barulho, poupando dos transtornos tanto os animais como bebês recém-nascidos, pessoas doentes, entre outros”, comentou.

Algumas cidades do país – como Tietê (SP), Araguari (MG), Rio de Janeiro, Vassouras (RJ), Sorriso (MT), Tatuí (SP), Araraquara (SP), entre outras – já proibiram fogos de estampido.

Tito lembra que o comportamento de cada animal diante do barulho dos explosivos terá relação com sua espécie e suas características, o que significa que os animais podem apresentar reações diferentes em situações semelhantes.

“No caso dos cães, eles demonstram mais medo e sentem necessidade de ter alguém por perto para se sentir seguro, enquanto que os gatos, por serem mais independentes, apesar de também sofrerem com o barulho dos fogos, podem apenas procurar um local seguro para se esconder”, finalizou o médico veterinário.


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