Exploração animal

Condenados ao sofrimento, 20 mil bois vivos são embarcados em navio no RS

Um laudo feito após inspeção técnica em um navio em 2018 concluiu “que a prática de transporte marítimo de animais por longas distâncias está intrínseca e inerentemente relacionada à causação de crueldade"

Bois mantidos no navio NADA, em 2018, com os corpos repletos de fezes e urina (Foto: Magda Regina)

Vinte mil bois vivos estão sendo embarcados em um navio no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, desde o último sábado (28). A previsão é que o embarque seja finalizado na terça-feira (31). Condenados a intenso sofrimento, os animais serão levados até a Jordânia, em uma viagem longa, exaustiva e cruel.

Bois mantidos no navio NADA, em 2018, com os corpos repletos de fezes e urina (Foto: Magda Regina)

A previsão para o final do embarque foi divulgada pela empresa Sagres Agenciamentos Marítimos, responsável pela operação, em parceria com o Estaleiro Rio Grande.

A superintendência do porto informou que este é o maior embarque de bois vivos da história do Rio Grande do Sul. Nem mesmo a pandemia de Covid-19 que assola o país impediu que esses animais fossem colocados na embarcação para serem transportados.

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Os bois serão levados à Jordânia pelo navio Bader III. A embarcação conta com 204 metros de comprimento e 26,5 metros de largura, com capacidade para carregar até 26 mil toneladas.

O tamanho do navio deixa claro que os bois viverão dentro dele momentos de tortura, já que os animais terão que ser transportados amontoados, em espaços reduzidos, para que a embarcação consiga confinar um número tão grande de bois. Nestas viagens, os animais costumam ficar em meio à grande quantidade de fezes e urina, em ambiente insalubre.

A crueldade presente nesse tipo de transporte já foi comprovada por imagens feitas no início de 2018 no navio NADA, atracado no Porto de Santos (SP) com mais de 27 mil bois em suas dependências. Na época, um laudo veterinário, produzido pela médica veterinária Magda Regina, concluiu “que a prática de transporte marítimo de animais por longas distâncias está intrínseca e inerentemente relacionada à causação de crueldade, sofrimento, dor, indignidade e corrupção do bem-estar animal sob diversas formas”. A inspeção foi realizada pela veterinária após determinação da Justiça Federal.


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