Crime

Comerciantes asiáticos oferecem falsos remédios com chifres de rinocerontes para cura do Covid-19

Vendidos como “bolas medicinais”, os produtos possuem ingredientes minerais, vegetais e animais

Chineses vendem falso remédio contra coronavírus à base de chifres de rinocerontes. Foto Pexels/Pixabay

Depois que o coronavírus começou a se espalhar, o governo chinês fechou o mercado de Wuhan que vendia animais vivos mantidos em gaiolas e onde se supõe ser o marco zero da pandemia. No entanto, segundo reportagem do The Independent, outros mercados no país continuaram a vender animais para alimentação, incluindo morcegos, cobras, ratos, cães, gatos, faisões e tartarugas.

Esses comerciantes ilegais da China e também do Laos, ainda viram no surto do covid-19 uma chance de ganhar mais dinheiro e começaram a oferecer remédios à base de chifres de rinoceronte e partes de outros animais selvagens (alguns em extinção) com a falsa promessa de que curariam a doença.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO

O produto com chifres de rinoceronte, popularmente conhecido como “angong niuhuang wan” tem sido vendido até mesmo no WeChat, um aplicativo de mensagens e mídia social, de acordo com a Environmental Investigation Agency (EIA), sediada no Reino Unido.

Os rinocerontes estão criticamente ameaçados após declínios constantes na população global desde o início do século XX. Centenas são mortos a cada ano principalmente para atender os mercados asiáticos.  O chifre de rinoceronte por vezes é substituído pelo chifre de búfalo na formulação do “angong niuhuang wan”.

Vendido como “bolas medicinais”, consiste em ingredientes minerais, vegetais e animais com a promessa de que reduzem a febre. A investigação descobriu que um vendedor da China tem uma longa história de uso do WeChat para vender peças de tigres, elefantes, ursos, rinocerontes e outros animais selvagens.

Os investigadores disseram que as descobertas destacam “a necessidade urgente de uma aplicação efetiva contra o comércio ilegal de animais silvestres e de recursos para reduzir a demanda por animais selvagens ameaçados pelo comércio de medicamentos tradicionais”. A China proibiu temporariamente o comércio de animais silvestres, mas os conservacionistas pediram que a proibição se tornasse permanente.

Os consumidores chineses usam um grande número de peças e produtos de rinocerontes, grandes felinos, pangolins, leopardos e outras espécies em medicamentos tradicionais, conforme relata a reportagem.

No ano passado, pelo menos 107 garrafas de vinho de osso de tigre foram apreendidas por funcionários da fronteira China-Coréia do Norte, encontradas na bagagem de turistas chineses.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui