China

Animais selvagens ainda podem ser vistos nos mercados asiáticos

Nem mesmo a pandemia e restrições dos governos a esse tipo de comércio estão conseguindo conter a captura e venda de diversas espécies animais

O pangolim é uma das maiores vítimas dos mercados asiáticos. Foto Alex Strachan/Pixabay

Logo no início do surto da covid-19, pesquisadores apontaram o mercado de animais de Wuhan, na China, como marco zero da doença. O local vendia animais domésticos, silvestres e exóticos, vivos e mortos, sendo alguns cozidos ali mesmo, em enormes caldeirões. A SARS e a gripe aviária surgiram em locais semelhantes.

Segundo matéria do portal Mirror, diante de algumas evidências nesse sentido, a China proibiu a venda e o consumo de animais selvagens como uma forma de proteger a saúde pública, mas apesar da restrição, várias espécies continuam a ser comercializadas em condições deploráveis. Os criminosos retiram animais principalmente da África e da América Latina para vender a países como a Birmânia, Indonésia, Laos, Malásia, Tailândia e Vietnã.

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Steve Galster, fundador do Freeland, um grupo de combate ao tráfico de Bangkok, falou ao Mirror sobre a possibilidade de novos surtos e a necessidade de tomar medidas permanentes: “Wuhan é um grande alerta, é a vingança da mãe natureza. A maneira de evitar novos surtos é parar o comércio. A China proibiu, mas precisa ser uma medida permanente, uma vez que é o maior importador de animais selvagens do mundo”.

Segundo o ativista, na cidade de Mong-La (Birmânia), perto da fronteira com a China, a cidade é conhecida pelo tráfico de mulheres, armas, drogas e animais selvagens. O mercado vende inclusive uma variedade de partes do corpo de espécies ameaçadas, como peles de tigre, patas de urso e escamas de pangolim. Estima-se que foram fechados 20 mil mercados na China, mas os comerciantes parecem estar dando um jeito de continuar suas atividades de forma ilícita.

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