Reflexo da crise

Abrigos de animais ficam sem funcionários e cancelam feiras de adoção

Diversos abrigos dos Estados Unidos estão unidos numa campanha para pedir aos cidadãos que dêem lar temporário aos animais

Abrigos dos EUA estão lotados e com poucos funcionários e adoções. É o reflexo do COVID-19. Foto Viktar Masalovich/Pixabay

O que as ONGs de proteção animal e abrigos dos Estados Unidos estão vivendo não é muito diferente da situação vivida no Brasil. Sem poder fazer feiras de adoção para evitar aglomeração de pessoas, as adoções caíram bruscamente e, além disso, novos animais não param de chegar.

Mas em território americano, no entanto, a cena está ainda pior porque o COVID-19 tem afastado funcionários infectados dos abrigos. Para amenizar a situação, diversas ONGs estão fazendo um apelo para que os cidadãos acolham temporariamente animais de abrigos, especialmente filhotes órfãos que dependem dos humanos para serem alimentados.

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“Com o COVID-19 os abrigos estão fechando ao público e operando com pessoal reduzido. Veja como você pode ajudar um gato, cachorro, coelho ou outro animal em necessidade”, diz a campanha encabeçada por abrigos de cidades como Nova York, Fénix, São Luís, Memphis, Tennessee, Norfolk, Virgínia, Austin e Texas.

As ONGs também buscam incentivar os “lares temporários emergenciais” lembrando que os animais podem ser ótimas companhias nessa época de isolamento, em que mesmo as pessoas saudáveis estão ficando mais tempo em casa e até trabalhando apenas em casa: “Se a pandemia de COVID-19 faz com que você gaste mais tempo em casa, sentindo-se entediado, pode haver uma solução perfeita que também ajude um animal necessitado”.

Campanha dos abrigos americanos visa conseguir lar temporário para cães e gatos durante a crise do COVID-19. Foto Engin Akyurt/Pixabay

Além da falta de funcionários e da queda de adoções, outro problema é a superlotação em abrigos: “O que estamos tentando fazer é nos preparar para o pior neste momento. Ter um animal por perto é bom para a sua cabeça. Se você pegar um cachorro, isso vai forçar você a sair um pouco. Se você adquirir um gato, isso o forçará a passar algum tempo o abraçando”, disse ao HuffPost Eric Rayvid, porta-voz da Best Friends Animal Society, uma organização de bem-estar animal.

Com essa campanha os abrigos querem mover o maior número de animais possível fora das instalações e em lares adotivos. Também pedem doação de alimentos já que muitos colaboradores podem ficar desempregados.

IMPORTANTE

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, não há evidências de que cães e gatos possam ficar doentes com o COVID-19 ou passar a doença para humanos. Cães e gatos só podem pegar o coronavírus nas versões canina e felina que não são transmissíveis aos humanos, conforme diversos veterinários têm alertado. Mas recomenda-se que “pessoas infectadas” usem álccol gel antes de acariciar seus animais de estimação, pois, podem contaminar o pelo deles do mesmo modo que contaminariam um corrimão de escada, por exemplo, colocando em risco pessoas saudáveis que podem acariciar esses mesmos animais. Saiba mais AQUI e AQUI

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