Coronavírus

Abandono de animais cresce em Portugal e colônias de gatos podem ficar sem assistência

Protetores pedem ao governo que não se esqueça dos animais com o decreto de estado de emergência no país


A manutenção de colônias de gatos está ameaçada por causa do covid-19, com cada vez menos pessoas podendo cuidar deles. Foto Eveline de Bruin/Pixabay

Os animais de Portugal também já sofrem as consequências do Covid-19. Cresce o abandono e animais em situação de rua podem ficar sem assistência de alimento, água e castração. “Circunstâncias criadas pela pandemia do coronavírus podem potenciar abandono, como já sucedeu na China. Emitimos uma recomendação ao governo para evitar o surgimento de situações dramáticas”, disse a protetora de animais de Lisboa, Marisa Quaresma dos Reis ao portal Público.Pt.

Antecipando que tutores que contraiam a doença possam ficar impedidos de prestar cuidados aos seus animais, e que o problema possa também atingir as colônias de gatos que dependem dos humanos que regularmente os alimentam, a protetora preconiza a criação de equipes de resgate de animais.

“Muitos animais domésticos correm o risco de ficar isolados, sem acesso a água e alimento ou cuidados médico-veterinários urgentes por força de contaminação dos seus tutores por Covid-19. Pelo mesmo motivo, muitas associações poderão ser impedidas de prestar os cuidados necessários aos animais abrigados devido à contaminação de funcionários e voluntários”, argumenta Marisa.

A Associação de Animais de Almada já constituiu uma equipe preparada com equipamento próprio para intervir, mediante solicitação, em resgate de animais em ambiente contaminado, tendo estabelecido uma parceria informal com a Provedora Municipal dos Animais de Lisboa para poder atuar também naquele município.

A protetora disse que enviou aos secretários de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Presidência do Conselho de Ministros, mensagem sobre a necessidade de manutenção da cadeia de aquisição e distribuição de alimentos por parte das associações que cuidam dos animais em situação e rua e também nos canis municipais, os chamados centros de recolha.

NOTA DA REDAÇÃO: Cães e gatos não pegam nem transmitem o covid-19. Eles podem apenas pegar as versões canina e felina do coronavírus que não são transmissíveis aos humanos, segundo o que  atestam veterinários do mundo todo. O cão de Hong Kong que a princípio mostrou em exames ter “vestigíos” do covid-19, morreu dois dias depois de ser constatado, por meio de testes mais complexos, que ele não portava o coronavírus humano. Ele era um cão idoso, com 17 anos, e os próprios especialistas de Hong Kong declararam que ele deve ter morrido devido ao estresse causado pela distância da família durante a quarentena.

No entanto, tutores infectados com convid-19 devem delegar os cuidados aos seus animais a outras pessoas e, se isso não for possível, usar álcool gel antes de acariciar seus cães e gatos, pois, pode haver uma contaminação superficial do pelo desses animais do mesmo modo que haveria num corrimão de escada, por exemplo. A ANDA tem se preocupado em passar as informações corretas, com embasamento da OMS – Organização Mundial da Saúde e de veterinários, a fim de evitar abandono e maus-tratos. Colabore também disseminando as informações corretas!

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