ONG registra aumento na adoção de gatos durante quarentena no DF


O Clube do Gato, entidade do Distrito Federal que resgata gatos vítimas de maus-tratos e abandono, registrou um aumento no número de pessoas interessadas em adotar os animais durante a quarentena imposta pela pandemia de Covid-19.

Gatos esperam por adoção no CCZ do DF (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

“Os impactos da pandemia são diferentes em vários tipos de negócios. Pra muitos, a crise vai ter um reflexo negativo. Mas pra nós, na associação, temos visto o oposto disso”, disse ao G1 Cecília Prado, uma das voluntárias da entidade.

A ONG, fundada em 2012, já encontrou adotantes para mais de mil gatos. Sem abrigo, a associação mantém os gatos em lares temporários até que a adoção seja realizada.

Os animais disponíveis para adoção são divulgados nas redes sociais. Interessados em adotá-los preenchem um formulário. Entre 20 e 26 de março, período em que a quarentena já estava sendo realizada, 17 pessoas entraram em contato com a ONG em busca de um novo membro para a família.

Cachorro aguarda novo lar em abrigo do CCZ do DF (Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

“Tem muita gente que mora sozinha em Brasília, pessoas que vêm de outros estados e que têm procurado a companhia de um bichinho”, afirmou Cecília.

Uma dessas pessoas é a médica Patrícia de Castro. Ela adotou dois gatos na quinta-feira (26). Moradora do Distrito Federal há cinco meses, ela tem lúpus, um doença auto-imune e, por isso, fechou o consultório por conta da Covid-19. Seu trabalho, agora, ficou restrito a vídeo-consultas.

“Eu estava me sentindo muito solitária confinada em casa. Já estava conversando com as paredes”, brincou a médica ao revelar o que a motivou a adotar os animais.

Os cuidados no momento de buscar os gatos foram redobrados, segundo Patrícia. Sem abraços e apertos de mão, ela pegou os animais na ONG, que vieram em uma caixa de transporte que, assim como outros itens, foi esterilizada.

Médica adotou dois gatos durante quarentena (Foto: Reprodução/Instagram)

A adoção, segundo ela, transformou sua quarentena em um momento menos solitário. Os animais ganharam os nomes de Merlin e Portia.

“Vou aproveitar esses dias de convivência intensa para fazer a adaptação. Já me sinto mãe. Eles não me largam”, contou.

Aumento do abandono

Se por um lado, o Clube do Gato comemora as novas adoções, por outro há quem se preocupe com a possibilidade da crise do coronavírus levar a um aumento no número de animais abandonados.

Mara Moscoso, uma das diretoras da ONG ProAnima, do Distrito Federal, tem medo de que animais sejam abandonados durante o período de isolamento social. Em Belo Horizonte (MG), por exemplo, isso já está acontecendo.

“Muita gente que tinha uma rotina corrida, agora está vivendo em casa com seu animal por 24 horas seguidas. E animais requerem atenção, principalmente os cães”, disse.

Cães esperam por adoção no Centro de Zoonoses do DF (Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

Orcilene Arruda de Carvalho, presidente da ONG Flora e Fauna, também se preocupa com o final da quarentena. “As pessoas precisam ser muito conscientes na adoção. O período de quarentena vai passar. É preciso levar em consideração que nós temos necessidades, mas os animais também. A adoção deve ser responsável”, afirmou.

Cientes dessas questões, pessoas interessadas em adotar animais de maneira responsável no Distrito Federal podem entrar em contato com as ONGs através dos contatos abaixo:

Nota da Redação: Cães e gatos não pegam nem transmitem o covid-19. Eles podem apenas pegar as versões canina e felina do coronavírus que não são transmissíveis aos humanos, segundo o que  atestam veterinários do mundo todo. O cão de Hong Kong que a princípio mostrou em exames ter “vestigíos” do covid-19, morreu dois dias depois de ser constatado, por meio de testes mais complexos, que ele não portava o coronavírus humano. Ele era um cão idoso, com 17 anos, e os próprios especialistas de Hong Kong declararam que ele deve ter morrido devido ao estresse causado pela distância da família durante a quarentena.

No entanto, tutores infectados com convid-19 devem delegar os cuidados aos seus animais a outras pessoas e, se isso não for possível, usar álcool gel antes de acariciar seus cães e gatos, pois, pode haver uma contaminação superficial do pelo desses animais do mesmo modo que haveria num corrimão de escada, por exemplo. A ANDA tem se preocupado em passar as informações corretas, com embasamento da OMS – Organização Mundial da Saúde e de veterinários, a fim de evitar abandono e maus-tratos. Colabore também disseminando as informações corretas!


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.



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