Zoofilia: cães vítimas de abuso sexual são resgatados em Chapecó (SC)


Uma das cadelinhas resgatadas tinha uma protrusão em sua genitália, considerada um forte indício de estupro


Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Chapecó (SC), por meio da Divisão de Repressão a Crimes Ambientais, resgatou na última sexta-feira, 13, três cachorros da casa de um idoso de 70 anos. Segundo denúncias anônimas, os animais estavam sendo vítimas de abusos sexuais.

Após receber as denúncias, uma equipe de agentes se deslocou até a casa do acusado, que apresentou os animais que estavam sob sua responsabilidade, duas cadelas e um cão.

Durante a visita, a equipe policial constatou que os animais viviam sob negligência do tutor. Os cachorros estavam magros e debilitados, aparentando desnutrição, sem comida e sem água. Além disso, uma das cadelas apresentava uma protrusão na genitália, um forte indicio de estupro. A outra cachorrinha tinha um ferimento na região do olho, que estava sem cuidado adequado.

Diante das evidências, os animais foram recolhidos pela polícia e encaminhados para uma clinica veterinária para que fosse feito um acompanhamento médico.

O acusado irá responder por crime ambiental por praticar ato de abuso e maus-tratos contra animais, com previsão de pena de detenção de 3 meses a 1 ano.

Projeto de lei

Um projeto do lei de 2012 do deputado federal Ricardo Izar (PP) pede o agravamento da pena de crimes de maus-tratos quando identificados casos de zoofilia. O PL 3141/12 altera a atual lei de crimes ambientais e inclui o abuso sexual de animais como prática de maior teor ofensivo. O projeto foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável com unanimidade em 2018 e atualmente aguarda apreciação do Senado Federal.

Crime

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explicou que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

PROGRESSO

GANÂNCIA

DESTRUIÇÃO AMBIENTAL

COREIA DO SUL

VEGANISMO

PRESSÃO PÚBLICA

RESILIÊNCIA

RECOMEÇO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>