Tartaruga com corte na cabeça morre após resgate


Foto: Beatriz Ferreira

Uma tartaruga morreu após ser resgatada na tarde da última segunda-feira, 16, no Canal Itajuru, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. O animal tinha um corte na cabeça.

Assim que foi resgatada a tartaruga foi imediatamente encaminhada para o Centro de Tratamento de Animais Marinhos (CTA), mas infelizmente acabou não resistindo aos graves ferimentos e falecendo um pouco depois.

Segundo informações da Guarda Marítima e Ambiental (GMA) o corte que havia em sua cabeça parecia ter sido feito pela hélice de uma embarcação e era bastante profundo o que fez com que a tartaruga perdesse muito sangue e não conseguisse sobreviver aos ferimentos. O órgão alerta que a velocidade máxima permitida para uma embarcação no canal é de cinco nós

O animal foi retirado da água por Ivan Rollas da Silva um morador da região que ao notar a tartaruga e o sangue ao seu redor mergulhou no canal para tentar salvá-la: “Mergulhei para tirar o animal da água e infelizmente constatei que o ferimento era muito grave”, relatou o homem.

A Guarda Marítima e Ambiental possuí um canal direto com a população para que casos semelhantes possam ser notificados. O número para entrar em contato com o órgão é: (22) 99757-1519.

Acidentes envolvendo a vida marinha ainda ocorrem

Infelizmente é bastante comum acidentes envolvendo embarcações, que costumam tirar a vida de animais como tartarugas, botos, baleias e outros animais que fazem parte da vida marinha.

Em janeiro desse ano um estudo realizado pelo Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS, na sigla em inglês) e divulgado pelo portal britânico Daily Mail apontou que 20% da população de tubarões-baleias, maior peixe dos oceanos e espécie em risco de extinção, apresenta feridas causadas por embarcações. A pesquisa acompanhou cerca de 900 tubarões-baleia entre os anos de 2008 e 2013 na região de Ningaloo, costa Oeste australiana.

Em março dois filhotes de boto foram encontrados sem vida em Laguna, Santa Catarina, a suspeita é que eles devem ter colidido com lanchas ou jet skis devido às fraturas presentes nos corpos dos animais.

Em alguns locais as embarcações possuem um limite máximo de velocidade para que assim acidentes como esse possam ser evitados, outros sequer permitem a utilização desses veículos. O fato é que mesmo assim, muitos acidentes ainda ocorrem e certamente devemos ter consciência e lutar para proteger a fauna marinha local.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 


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