Ursos polares podem ser enterrados vivos durante perfurações de petróleo


A maioria das tocas, onde as ursas ficam com os filhotes por até três meses, não é detectada pelos aparelhos das indústrias petrolíferas

Mãe e filhotes podem ficar nas tocas até três meses. Foto Skeeze/Pixabay

Um estudo comparou os registros de biólogos de tocas de ursos polares do Alasca com os registros de detecção térmica da indústria de petróleo. As imagens infravermelhas das empresas detectaram 45% das tocas de ursos polares indicando que mais da metade desses animais correm risco de serem enterrados vivos por não serem identificados por perfuradores de petróleo.

Como as mães ficam nas tocas com os filhotes até os três meses de idade, não identificar um covil de ursos polares pode matar toda uma família. Os animais podem ser enterrados vivos, expulsos pelo barulho ou esmagados durante a exploração de petróleo. Ativistas de direitos animais e ambientalistas estão protestando contra perfurações adicionais no Refúgio Nacional da Vida Selvagem do Ártico, principalmente depois que o governo Trump abriu a área para perfurações em 2017. E uma petição com mais de 190 mil assinaturas visa proibir que as explorações de petróleo continuem.

A área não apenas fornece habitat crítico para os ursos polares em perigo, como também para centenas de espécies de aves migratórias que viajam para todos os estados dos EUA, além de raposas do Ártico, entre muitas outras espécies. Infelizmente, acredita-se que a planície costeira, que também é conhecida como a “Área 1002”, esteja nas reservas de petróleo e gás.

Segundo Tom Smith, autor do estudo, as mudanças climáticas reduziram grande parte do gelo marinho usado pelos ursos polares e também prejudicam a tecnologia de infravermelho para detectar as tocas. As informações são da Reuters e do portal One Green Planet.

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