Cão com deficiência abandonado em estrada é adotado por casal em Rondônia


A história do cachorro comoveu o casal, que foi até o local do abandono para conhecê-lo e acabou se apaixonando por ele


O cachorro com deficiência que foi abandonado às margens na Estrada do Belmont, em Porto Velho (RO), e estava recebendo cuidados básicos de dois borracheiros, encontrou um lar nesta quinta-feira (5).

Foto: Mayara Subtil/G1

A história comoveu a estudante de economia Michele Taborga, de 27 anos, que foi até a estrada para conhecer o animal e acabou decidindo levá-lo para casa.

“Foi amor à primeira vista. A condição dele me tocou muito. Já indefeso, ainda mais assim, tão dócil e amoroso. Me apaixonei por ele”, disse ao G1 a estudante. “Eu o amo. Eu não tenho outra palavra. Eu o amo, muito muito. Sentimento de mãe”, completou.

Membro da ONG Socorristas de Animais, Michele soube do caso através do WhatsApp e foi incentivada pelo marido, Matheus Mota, de 24 anos, a adotar o cão, que recebeu o nome de Benjamin.

“Foi uma alegria inesperada, pois pensei que ele [Benjamin] estaria tristinho pela situação em que se encontrava. Na hora que o vi, ele começou a abanar o rabo, depois o peguei e ele começou a me lamber, comecei a fazer carinho nele. Nossa, foi demais”, disse.

No novo lar, Benjamin tem a companhia de três gatos e quatro cães. Dentre eles, Teodoro, um cachorro de 7 anos que teve uma pata amputada após ser atropelado. Os dois, segundo Michele, já se tornaram amigos.

“O Benjamin é tranquilo e se deu bem também com os outros. Eu perdi uma gatinha recentemente atropelada e é horrível. Há pessoas que não têm cuidado. Mas agora é amor dobrado ao Benjamin e aos outros”, assegurou.

Foto: Mayara Subtil/G1

Com cerca de oito meses de idade, Benjamin precisará de cuidados especiais por conta da deficiência. Ele já foi levado ao veterinário, mas os exames ainda não ficaram prontos. Segundo Michele, o cão terá que ser submetido a sessões de fisioterapia para estimular o movimento dos músculos e impedir que eles fiquem mais atrofiados do que já estão.

Por ficar sempre deitado, Benjamin também tem o tórax achatado e precisará usar fraldas. De acordo com o veterinário que o atendeu, o cão não foi agredido, mas não ter recebido tratamento adequado piorou seu quadro de saúde.

“O abandono contribuiu. O médico disse que é congênito, já nasceu assim praticamente e só foi piorando cada vez mais, pois não teve o tratamento adequado quando mais filhotinho, não fez fisioterapia. Mas agora ele está bem. Vai crescer ainda. Vai engordar. As cicatrizes dele irão sumir”, disse Michele. “É meu, é nosso. Recebo muito carinho das pessoas, muitas mensagens positivas, gente querendo ajudar, perguntando se ele já foi ao veterinário”, completou.

A nova família do cachorro avalia a possibilidade de comprar uma espécie de cadeira de rodas para cães que pode permitir que o animal se locomova mais facilmente. Por se arrastar no chão, Benjamin tem os cotovelos e os joelhos feridos.

Foto: Mayara Subtil/G1

O animal foi abandonado em fevereiro e passou a ser alimentado pelos borracheiros Ozimar Queiroz e Lindomar Queiroz. Ambos, no entanto, não tinham condições de levar o cachorro ao veterinário e passaram a buscar alguém para adotá-lo.

Benjamin, que era chamado de Foca pelos borracheiros, por conta da posição em que ficava graças à deficiência, recebeu os cuidados e o carinho de Ozimar e Lindomar por 20 dias.

“Ele estava jogado no chão, debilitado, magrinho, sujo. Tem outros animais que o pessoal vai abandonando e deixando por ali. Nisso vamos cuidando, mas o Foca foi especial. Tinha a missão de cuidar dele”, disse Lindomar, em entrevista ao G1.

Interessados em colaborar financeiramente no tratamento ou na compra da cadeira de rodas de Benjamin podem entrar em contato com Michele pelo telefone 69 98103-1414.

Foto: Diêgo Holanda/G1

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