Aquecimento global

Populações de pinguins de barbicha reduziram 77% devido à crise climática

Mudanças climáticas podem estar alterando teias alimentares e causando implicações reprodutivas que estão reduzindo o número de indivíduos da espécie.

Pixabay
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Cientistas que analisam o impacto da crise climática usaram dados contabilizados desde a década de 1970 para concluir que a população de pinguins de barbicha reduziu potencialmente em até 77%. O estudo foi feito em algumas colônias da Antártica. Esta espécie é chamada assim devido a faixa negra que circula parte do seu pescoço, como um colar posicionado logo abaixo da cabeça similar a uma barba. Eles vivem principalmente em ilhas no Pacífico, mas também podem ser encontrados na costa do Pacífico e no oceano Ártico.

Pinguins de barbicha alimentam-se principalmente de krill, um pequeno crustáceo que também é o principal alimento de baleias e algumas espécies de tubarões. Uma expedição recente das universidades norte-americanas de Stony Brook e Northeastern concluiu que as mudanças climáticas podem estar alterando teias alimentares e causando implicações reprodutivas que estão reduzindo o número de indivíduos da espécie.

Em uma entrevista à Reuters, o biólogo Steve Forrest explica que teme pelo futuro da espécie. “A diminuição [da população de pinguins] que vimos é dramática. Algo está acontecendo com os componentes básicos fundamentais da cadeia alimentar. Temos menos abundância de alimentos, o que está fazendo com que estas populações diminuam cada vez mais, e a pergunta é: isso continuará?”, questiona alarmado.

A expedição foi realizada entre os dias 5 de janeiro e 8 de fevereiro. Os cientistas navegaram com dois barcos do Greenpeace e tiveram o auxílio de drones. Para a professora de ecologia Heather Lynch, é impossível descartar o aquecimento global. “Embora haja vários fatores que podem explicá-lo, todas as provas que temos apontam para a mudança climática como responsável pelo que estamos vendo”, acredita.


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