Alerta

Mudanças climáticas favorecem enxames de gafanhotos na África

Os insetos dominaram plantações da África Oriental e agora se espalham pelo Congo

Os gafanhotos estão se reproduzindo em excesso por causa das mudanças climáticas. Foto Carola68/Pixabay

Como qualquer outro ser vivo, os gafanhotos também têm sua função ecológica no planeta, mas as mudanças climáticas estão contribuindo para a formação de grandes enxames desses insetos que têm dominado plantações de diversos países africanos – dizem os especialistas no assunto. Eles explicam que o aquecimento do Oceano Índico gera ciclones tropicais mais poderosos na região, o que favorece o rápido crescimento de vegetação fresca e também uma reprodução excessiva de gafanhotos.

A preocupação é grande porque os enxames estão ocorrendo em países onde a fome já faz parte do cotidiano de muitas pessoas que contam, muitas vezes, com mirradas plantações. Surtos de gafanhotos não aconteciam na região do Congo, por exemplo, desde 1944, ou seja, há 76 anos, segundo a Agência de Alimentos e Agricultura da ONU. Quênia, Somália e Uganda também estão enfrentando o pior enxame de gafanhotos dos últimos 70 anos.

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A ONU disse que enxames também ocorreram em Madagascar, Djibuti, Eritreia e Tanzânia e chegaram recentemente ao Sudão do Sul, um país onde metade da população já enfrenta fome após anos de guerra civil.

Uma declaração conjunta do diretor-geral da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, Qu Dongyu, do chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, e do diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos, David Beasley, definiu os enxames de gafanhotos como “um flagelo de proporções bíblicas” e “um lembrete gráfico e chocante da vulnerabilidade da região”.

Outro problema é o controle dos gafanhotos por meio de sprays que, dependendo de sua composição, podem contaminar e matar outros insetos, pássaros e pequenos anfíbios. O governo de Uganda, por exemplo, disse que está tentando conter um grande enxame usando bombas de spray manuais.

Segundo a ONU, gafanhotos do deserto, que é o caso desses que invadem a África, têm um ciclo de reprodução de três meses e os ovos estão sendo colocados em vastas áreas da Etiópia, Quênia e Somália. Esse é só mais um sinal visível e dramático do que está por vir graças a ação inconsequente dos humanos sobre o planeta.

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