Ministro da Nova Zelândia faz declarações repudiando o veganismo

Divulgação
Divulgação

O ministro de Desenvolvimento Econômico da Nova Zelândia, Shane Jones, declarou em uma entrevista ao The New Zealand Herald, um dos principais jornais do país, que o veganismo precisa ser interrompido e combatido. Ele afirma que pretende introduzir legislações e medidas de fomento à pecuária e incentivos a grupos que realizam atividades econômicas que exploram animais. O lucro acima da ética.

Despejando ódio e intolerância, o político afirmou aos cidadãos de seu pais que “essa noção de veganismo e consumo de amêndoa em pó ou algo parecido não pode substituir a carne vermelha genuína ou o leite genuíno, isso [o veganismo] precisa ser interrompido. Não devemos tolerar, não devemos concordar com pessoas que demonizam indústrias legais [pecuária]. Eu não me importo se pareço politicamente atrasado dizendo isso”, afirmou.

Shane disse ainda que “não aguenta mais ver grupos econômicos serem prejudicados” pelo que ele considera ser uma ideologia. Ele acredita que pecuaristas estão sendo “reprimidos” e “perseguidos”. As declarações histéricas e cheias de demagogia do ministro foram rebatidas pelo empresário Shama Sukul, fundador da empresa vegana Sunfed Meats, que afirmou que o político não só perdeu a oportunidade de ficar calado, como também de considerar o veganismo como um ponto forte para a economia do país.

FAÇA PARTE DO #DiaDeDoarAgora EM 5 DE MAIO
Pixabay

Segundo Sukul, a abordagem de Shane “é uma conversa muito protecionista e vai contra o que a Nova Zelândia representa. O protecionismo lhe dá uma falsa sensação de conforto enquanto o resto do mundo o ultrapassa. Não importa o que Shane Jones pense, isso [o crescimento do veganismo] está acontecendo, gostem ou não. Se você considera a mudança uma ameaça, então o crescimento de indústrias veganas e livres de crueldade representam sim uma ameaça”, disse.

E completa: “Eu vejo isso como uma oportunidade. Assim como a Sunfed está tentando capacitar e conscientizar seus consumidores com cada vez mais opções, também queremos que os agricultores e empresários tenham mais opções. Os agricultores e pecuaristas têm pedaços de terra e se lhe dermos opções para usá-la de forma ética e sustentável isso fortalecerá a economia da Nova Zelândia”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui